Compreendendo as fases da vida

fases da vida achado no face

A própria vida é um caminho de iniciação, temos apenas de aprender a olhá-la e vivê-la conscientemente (Gudrun Burkhard).

De forma geral, podemos dividir a vida em três grandes fases: até os 20 anos somos aprendizes, dos 20 aos 40 anos lutamos e dos 40 aos 60 anos nos tornamos sábios. Com o aumento da expectativa de vida, podemos pensar em uma 4ª fase, a partir dos 60 anos, quando compartilhamos nossa sabedoria até chegar o momento de partirmos.

Para uma compreensão mais detalhada, podemos dividir a vida em períodos de 7 anos, também chamados setênios. O 1º setênio, 0-7 anos, inicia-se com o nascimento, sendo marcado pelo desenvolvimento do corpo físico e forte ligação com o ambiente familiar (pessoas, cultura e hábitos). Nesta fase há o 1º lampejo de autoconsciência, quando a criança aos 3 anos começa a referir-se a si mesma como “Eu”.

O 2º setênio, 7-14 anos, é marcado pelo desenvolvimento das emoções e de relações fora do âmbito familiar, sendo a escola o ambiente principal. Nesta fase há um aprofundamento da autoconsciência aos 9 anos, quando a criança começa a se perceber como um Eu separado dos pais, da família e dos amigos. É um momento onde a criança está mais sensível, tornando-se mais medrosa, irritadiça e chorosa.

O 3º setênio, 14-21 anos, é marcado pela atuação dos hormônios sexuais e amadurecimento do sistema reprodutor, sendo uma época voltada para os amigos. A autoconsciência se consolida cada vez mais e o adolescente tem uma necessidade de afirmação desse Eu, o que é feito confrontando-se com outras pessoas, principalmente, as figuras de autoridade, como pais e professores. Para equilibrar tais confrontos é importante que as figuras de autoridade tenham desenvolvido coerência e veracidade naquilo que pensam, sentem e fazem. Essa é a forma de inspirar o adolescente a ser uma pessoa melhor e mais equilibrada.

No 4º setênio, dos 21-28 anos, tem início a vida adulta e a maioridade em todos os âmbitos legais, ou seja, a pessoa torna-se responsável por si mesma. Mas também é um momento de crise de identidade: Quem sou eu? O que realmente quero fazer? Atrás destas respostas, a pessoa busca uma série de experiências para vivenciar o mundo. É normal que se passe por diferentes experiências profissionais, de relacionamentos e viagens por lugares desconhecidos. É o momento da busca do seu lugar no mundo!

O 5º setênio (28-35 anos) tem início aos 28 anos quando uma nova crise pode ter começo, a crise dos talentos, onde a pessoa se pergunta: Fiz as escolhas profissionais corretas? Sou realmente bom naquilo que escolhi? Onde devo atuar? Passada esta crise, já por volta dos 30 anos a pessoa passa por um processo de questionar o mundo e organizá-lo, buscando sentido para a forma como as coisas são. Entre os 30 e os 33 anos é frequente o colapso de valores e um processo de mudança na forma de perceber o mundo. Assim, aos 33 anos a pessoa pode passar por um renascimento psíquico, onde transforma sua visão de mundo. É o momento da conquista de seu lugar no mundo!

Após o profundo questionamento do mundo no setênio anterior, o 6º setênio (35-42 anos) é marcado pelo autoquestionamento.  A pessoa desenvolve ainda mais sua autoconsciência e compreende que o mundo é o resultado de suas escolhas, de sua forma de agir. Se ela tem desenvolvido um caminho pouco coerente com seus talentos e sentimentos, pode emergir uma forte crise de autenticidade. É o momento da consolidação de seu lugar no mundo! Mas pode ser um novo início, na tentativa de sanar a falta de coerência e autenticidade consigo mesma. Se a pessoa segue em um caminho de incoerência, a crise pode ir se aprofundando e levar a depressões profundas. A depressão é um aviso do corpo de que há necessidade de parar, não dá mais para seguir na mesma direção. Porém, se ao invés de buscar a solução real, a pessoa apenas faz uso de anti-depressivos e outras drogas, a sensação de vazio e de frustração pode agravar-se cada vez mais.

No 7º setênio (42-49 anos) a pessoa busca fazer aquilo que de fato é essencial para ela, de acordo com suas próprias respostas para as questões que a vida foi lhe trazendo. Em um caminho de desenvolvimento consciente, nesta fase a pessoa pode doar ao mundo algo único e autêntico. É como se em toda sua trajetória ela fosse enchendo sua bagagem com tudo que a vida foi lhe oferecendo, mas aqui ela esvazia a mala, deixando apenas aquilo que lhe é essencial. A pessoa se livra dos excessos de responsabilidade, de fazeres, de objetos, se torna mais leve e tem mais consciência de como aproveitar o seu tempo e suas ações com o que de fato considera essencial.

No 8º setênio (49-56 anos) o declínio do corpo físico se faz bem mais evidente. Se a pessoa lida com isso de forma verdadeira e não com uma luta diária para vencer os efeitos do tempo, há o desenvolvimento de novos valores sobre a vida. Se antes a percepção de que ter uma bela aparência era o mais importante para ser aceito e valorizado pelos outros; aqui a pessoa pode se dar conta de que as experiências de vida, seus aprendizados, sua capacidade de empatia, de compaixão e amor são os maiores tesouros. De posse deles, a pessoa tem uma percepção real de que o tempo de vida está se acabando e com essa consciência ela se doa, contribuindo com aquilo que sente que é de fato necessário para um mundo melhor.

No 9º setênio (56-63 anos) a pessoa pode encontrar uma nova missão para sua vida. Aqui o principal impulso é fazer o bem. A pessoa já tem uma história de vida consolidada, ganhou experiências diversas, consolidou sua sabedoria e pode iluminar a vida de outras pessoas.

Após os 63 anos essa nova missão continua se consolidando e a consciência da morte se torna cada vez mais presente. Com sabedoria, a pessoa torna-se cada vez mais grata pela vida e pela oportunidade de estar com os demais, de compartilhar o que aprendeu e de continuar aprendendo e lapidando-se para o encontro derradeiro, onde mergulharemos no grande mistério.

*Texto escrito pela Dra. Cecília Costa, Instituto SerMente Livre, baseado nos estudos da Antroposofia, especialmente nas publicações da autora Gudrun Burkhard precursora da formação de Aconselhamento Biográfico no Brasil.

Se você quer viver conscientemente cada fase de sua vida, invista no seu autoconhecimento. Para receber gratuitamente artigos para lhe auxiliar no seu processo de autodesenvolvimento, cadastre-se.

Você pode aprofundar-se na sua biografia fazendo um workshop de imersão ou através de sessões individuais. Para inscrever-se ou saber mais, clique aqui.

 

Como descobrir seu propósito de vida?

Homem e Deus sem Deus Michelangelo

“Descobrir seu propósito de vida é preencher o vazio existencial que se sente quando falta o essencial. É encontrar a sua essência e colocá-la a serviço da vida!”

Descobrir o propósito de nossas vidas exige que tenhamos consciência de nossa história de vida, compreendendo a nossa trajetória e o seu significado desde a sua origem. Perguntas como: “Quem são os nossos pais?” ou “Que influências positivas e negativas recebemos deles?” são um bom ponto de partida. Mas há momentos especiais de nossa trajetória que nos dão outras pistas, como as circunstâncias que afetaram nossas escolhas profissionais por volta dos 18 anos e dos 37 anos. Outros momentos esclarecedores são: a crise dos talentos que vivemos próximo aos 27 anos, morte e ressurreição de aspectos de nossa vida próximo aos 33 anos e a crise da autenticidade aos 42 anos.  Além disso, é importante ter em mente que nosso propósito de vida não é algo estático. Nossa biografia é viva, nós estamos sempre ganhando novas experiências e habilidades, ressignificando fatos e metamorfoseando nossas forças e sentimentos. Assim, é importante ter em mente que tudo está em movimento. O que era seu propósito de vida aos 18 anos pode ser bem diferente daquilo que é significativo para você aos 42 anos. Portanto, precisamos estar sempre atentos para suprir a nossa sede de uma vida mais significativa e coerente com nosso processo de desenvolvimento.

Por Cecília Costa, PhD. Instituto SerMente Livre.

“Descubra seu propósito de vida”, curso vivencial dias 28 e 29 de abril/2016, Rua Sebastião de Barros, 166. Nova Granada, BH. Investimento: 200 reais (10% de desconto até 18/4).

Quais são as suas crenças limitantes?

 

pardal saindo da grade

Você certamente já deve ter ouvido que é você quem cria sua realidade, mas talvez isso soe para você apenas como mais um jargão sem muito sentido. Nosso poder de criar nossa realidade foi primeiro anunciado pelos místicos, mas hoje já é confirmado também pela ciência, principalmente pela física quântica. Os físicos descobriram que a localização das partículas atômicas é afetada pela presença do observador e isso obviamente teve desdobramentos também para nossa compreensão do mundo visível. O físico quântico, Amit Goswami, em seu livro “O universo auto-consciente”, demostra a partir dos princípios da física quântica (p.ex. o princípio da dualidade onda-partícula) que é apenas a partir do olhar dos seres conscientes é que a energia se transforma em partícula e cria nosso mundo visível. Ou seja, é a consciência, e não a matéria, a base de tudo que existe!

Mas por que ainda temos dificuldades de acreditar que somos responsáveis por criar nossa realidade? As principais razões para nossa descrença podem ser: 1) o fato de não vermos muitos de nossos sonhos ou desejos realizados; 2) o fato de nos sentirmos mais cômodos, menos culpados, quando colocamos as razões de nossas desventuras em fatores externos, 3) o fato de estarmos muitas vezes tão desconectados de nossa essência que não conseguimos perceber o que realmente queremos para nossas vidas. Uma ou até todas estas razões podem estar operando, de modo que pode não ser tão fácil eliminá-las.

Vamos primeiro ao fato mais concreto, você pode se perguntar: “como sou eu quem cria a minha realidade, se nada do que eu quero tem acontecido em minha vida?” Perceba que esta frase já vem carregada com negatividade e preconceitos. Na 1ª parte você duvida de seu poder de criar sua realidade e na 2ª parte você se coloca como uma vítima e, ainda pior, não reconhece as suas conquistas quando diz “nada do que quero tem acontecido…”. Ou seja, só a forma como nos expressamos já pode estar limitando a realização de nossas metas. Ciente do poder de nossas palavras – lembre-se da frase bíblica “E o verbo se fez carne” – surgiu uma nova prática terapêutica, chamada PNL ou Programação Neuro Linguística, onde aprendemos a reelaborar nossas palavras, nosso “verbo”, antes de colocá-los no mundo. Nessa perspectiva a frase acima poderia ser reelaborada assim: “como sou eu quem cria minha realidade, a cada dia conquisto alguns de meus sonhos e hoje já estou conquistando…(aqui você expressa os seus desejos), por exemplo, minha nova casa, meu novo emprego, amigos em quem posso confiar. Talvez você possa pensar que a nova frase é uma mentira que a pessoa conta a si mesma, mas não é, de fato se quisermos olhar com positividade para a vida, vamos encontrar coisas belas e importantes que conquistamos e a mais importante delas é o fato de estarmos vivos. Para que isso aconteça, perceba quantas pessoas tiveram que cuidar de você, quantos milagres diários acontecem para que você esteja vivo ao fim do dia!

Para que você comece a reprogramar sua forma de se expressar, você precisa prestar atenção no que diz e precisa conhecer suas crenças limitantes. Portanto, comece a anotar quais são suas crenças sobre o mundo, por exemplo:

“Dinheiro não traz felicidade”;

“Homens (ou mulheres) não prestam”;

“Não se pode esperar nada de ninguém”;

“Filho só traz preocupação e despesas”;

“Homem não chora”;

“A razão é melhor que a emoção”;

“Preferia ter nascido homem”;

Essas e tantas outras crenças limitam a qualidade das experiências que você pode ter na vida, limitam seu potencial, a realização de suas metas, restringem seus horizontes e faz com que seus sonhos sejam pequenos e mesquinhos.

No entanto, há algumas crenças limitantes que você ainda não pode listar, pois são crenças inconscientes, ou seja, você nem mesmo sabe que elas existem. Isso é porque elas foram implantadas em um momento muito inicial de sua vida. É como se você e elas fossem a mesma coisa, de modo que você nem pode imaginar que são crenças e, muito menos que estão operando constantemente e afetando a sua forma de interpretar o mundo e de se relacionar com as pessoas e situações. Para encontrá-las você precisa recorrer a métodos terapêuticos que acessam o inconsciente, como hipnose, psicanálise e outros. Há um método relativamente simples e rápido chamado de análise do script de Eric Berne, onde de uma forma consciente você consegue em apenas uma ou duas seções acessar essas crenças. Vale a pena investir nisso, pois você estará ampliando a sua capacidade de criar sua própria realidade.

Descubra seu propósito de vida, curso prático presencial, dias 28 e 29/4/16 das 19-22h em Belo Horizonte, MG.

Texto escrito por Cecília Costa, PhD. Diretora do Instituto SerMente Livre.

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Ciência explica porque reclamar altera negativamente o cérebro

neuronios cerebro

Ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar a reclamação de nossas vidas.

“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”

O cérebro é um órgão complexo que de alguma forma funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade de um ser humano, sempre aprendendo, sempre recriando e se regenerando. É ao mesmo tempo o produto da realidade e o criador da realidade, e a ciência está finalmente começando a entender como o cérebro cria realidade.

Autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton, examinou como as emoções negativas na forma de reclamações, tanto expressas por você mesmo ou vindas de outros, afetam o cérebro e o corpo, nos ajudando a entender por que algumas pessoas parecem não conseguir sair de um estado negativo.

Sua teoria sugere que a negatividade e a reclamação realmente alteram fisicamente a estrutura e função da mente e do corpo.

“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”, diz Parton, que é uma maneira concisa de compreender a essência da neuroplasticidade, a ciência de como o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto. Negatividade e reclamações irão reproduzir mais do mesmo, como esta teoria destaca.

Parton explica ainda:

By Curtis Neveu - Own work, CC BY-SA 3.0,
By Curtis Neveu – Own work, CC BY-SA 3.0

“O princípio é simples: em todo o seu cérebro há uma coleção de sinapses (responsáveis por transmitir as informações de uma célula para outra) separadas por espaços vazios chamados de fenda sináptica. Sempre que você tem um pensamento, uma sinapse dispara uma reação química através da fenda para outra sinapse, construindo assim uma ponte por onde um sinal elétrico pode atravessar, carregando a informação relevante do seu pensamento durante a descarga.

… toda vez que essa descarga elétrica é acionada, as sinapses se aproximam mais, a fim de diminuir a distância que a descarga elétrica precisa percorrer …. o cérebro irá refazer seus próprios circuitos, alterando-se fisicamente para facilitar que as sinapses adequadas compartilhem a reação química e, tornando mais fácil para o pensamento se propagar. “

Além disso, a compreensão deste processo inclui a ideia de que as ligações elétricas mais utilizadas pelo cérebro se tornarão mais curtas, portanto, escolhidas mais frequentemente pelo cérebro. Isto explica como a personalidade é alterada.

No entanto, como seres conscientes, temos o poder de modificar este processo, simplesmente ao nos tornarmos conscientes de como o jogo universal da dualidade atua no momento em que surgem os pensamentos. Nós temos o poder de escolher criar pensamentos conscientes de amor e harmonia, garantindo assim que o cérebro e a personalidade sejam positivamente alterados.

A empatia e o efeito em grupo

Vamos além do efeito que a reclamação tem sobre o próprio indivíduo. Esta linha de raciocínio científico se estende até a dinâmica entre duas pessoas, explicando cientificamente como a reclamação joga outras pessoas para baixo.

Os “neurônios-espelho” garantem que aprendamos com o meio ambiente, e são também os elementos bioquímicos essenciais da empatia. O cérebro relaciona-se com o que outra pessoa está expressando, e a nossa porção empática responde “experenciando” essa emoção como uma tentativa de se relacionar e compreender o drama externamente.

Assim, quando alguém derrama um caminhão de fofocas, de negatividade e drama em cima de você, você pode ter certeza que está sendo afetado bioquimicamente, diminuindo as suas chances ser feliz. A exposição a este tipo de explosão emocional realmente provoca stress. E já sabemos que o estresse mata, portanto reclamação e negatividade podem estar contribuindo seriamente para a sua morte precoce.

Parton refere-se a essa perspectiva como “a ciência da felicidade”, e este comportamento de reclamação contínua oferece um estudo propício para a ligação entre o poder do pensamento e a capacidade de controle que uma pessoa pode ter sobre a criação de sua realidade tridimensional.

“… Se você está sempre reclamando e menospreza o seu próprio poder sobre a realidade, você não pensa que tem o poder de mudar. E assim, você nunca vai mudar. “

 

Fontes:

Science Explains How Complaining is Negatively Altering Your Brain

http://www.apa.org/monitor/oct05/mirror.aspx
http://www.curiousapes.com/the-science-of-happiness-why-complaining-is-literally-killing-you/

Uma terapia para a alma

family colorida

Embora a palavra alma ainda figure para muitos como algo abstrato e até mesmo duvidoso, é possível observá-la a partir de suas três qualidades: o pensar, o sentir e o querer. Os conflitos surgem na alma quando forças contrárias nos dividem, provocando uma incoerência entre o que pensamos, sentimos e fazemos. Muitas vezes sentimos essas incoerências, mas não temos consciência de suas causas. Isso ocorre porque as causas podem estar além de nossa consciência individual, elas podem, por exemplo, ter tido origem no nosso sistema familiar, em episódios que envolveram pessoas de gerações anteriores à nossa, na maioria das vezes que nós nem mesmo chegamos a conhecer.

Para tornar consciente as causas desconhecidas de nossos desequilíbrios, o alemão Bert Hellinger (1925-  ) desenvolveu as Constelações Familiares e, a partir da aplicação desta técnica em centenas de pessoas, conseguiu compreender e formalizar as leis que regem o movimento da alma dentro do sistema familiar, as quais ele chamou de “ordens do amor”. Paralelamente aos trabalhos de Hellinger, o biólogo inglês Ruppert Sheldrake (1942-  ) formalizou a teoria dos campos mórficos (ou morfogenéticos), a qual postula que há um campo de informação inerente aos organismos e sistemas vivos. O que Bert Hellinger desenvolveu foi uma técnica para acessar esse campo de informação, de modo que a pessoa possa conhecer as informações pertinentes aos problemas que ela traz e os ajustes necessários para saná-los. Em linguagem moderna é como se o terapeuta da constelação familiar fosse um programador e analista de sistemas que acessa a linguagem do software, reprograma-o de modo a sanar as incoerências do sistema e ainda traduz para o cliente a razão para os desajustes observados. Como as informações do software estão na nuvem, assim que ocorre a reprogramação todos os usuários serão automaticamente beneficiados pela nova versão. No caso das Constelações Familiares, o “software” é o programa que regula a dinâmica inconsciente das relações entre os membros do sistema familiar. Cabe ao terapeuta acessar estas informações, torná-las consciente para o cliente e estabelecer uma nova dinâmica de relações que esteja em consonância com as leis que regem um movimento harmônico da alma. Isso é conseguido quando cada membro do sistema pode voltar a ocupar o seu próprio lugar, reconhecer e respeitar o lugar do outro e aceitar o destino de cada um. Quando esta reprogramação é feita e o cliente está aberto para aceitá-la em seu coração, o sistema familiar passa a operar de acordo com esse novo sistema de informações. Os beneficiados são o cliente e as demais pessoas conectadas ao seu sistema, que agora passam a ter um novo conjunto de informações que regula a qualidade das relações dentro do sistema familiar.

Embora o nome original tenha sido Constelação Familiar, o termo foi posteriormente ampliado para Constelação Sistêmica (pois podem ser trabalhados outros sistemas além do sistema familiar) e, mais recentemente, para Constelação da Alma, uma abordagem quase sem palavras onde o principal é o movimento da alma, expresso pelos movimentos corporais dos representantes que são conduzidos pelo campo de informação do cliente, ao qual estão em ressonância (ou sintonia).

Os desajustes da alma, ou seja, do pensar, do sentir e do querer não ficam restritos a esse nível. Se não forem tratados podem ser somatizados em doenças que afetam o corpo físico, de modo que as constelações familiares também são valiosas nesses casos. Dentro do sistema familiar, alguns dos acontecimentos que mais frequentemente são causas e/ou consequências de desarmonias em um ou mais membros da família são: 1) existência de pessoas excluídas da família; 2) pessoas que tomam o papel de outras, por exemplo, um filho que assume o lugar do pai; 3) mortes prematuras na família, seja por doenças, abortos, suicídios, assassinatos, acidentes; 4) pessoas que foram injustiçadas em casos de herança; 5) famílias com assassinos ou vítimas. É importante que a ocorrência destas situações seja investigada na família atual (cônjuges e filhos) e na família de origem: pais, avós, bisavós e até tataravós ou ainda mais longe, caso haja informações relevantes.

De posse destas informações, a pessoa pode abrir sua Constelação Familiar, o que pode ser feito em grupo ou individualmente. Ainda que não se tenha todas as informações, é possível que elas sejam acessadas ao longo da constelação que geralmente é feita em sessão única de cerca de 1 hora. Esta terapia já está bastante difundida no Brasil, onde há dezenas de cursos de formação e milhares de profissionais capacitados. Na área jurídica, o juiz Sami Storch vem usando esta ferramenta terapêutica antes das audiências, o que tem contribuído para a celebração de acordos em 100% dos processos judiciais.

Escrito por Cecília Costa*

*Cecília Costa é doutora em Ecologia, professora universitária, terapeuta em Constelação Familiar e Sistêmica e Aconselhadora Biográfica. É diretora do Instituto SerMente Livre onde facilita Constelações Familiares e Sistêmicas e ministra vários cursos de autodesenvolvimento em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife.

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Constelação biográfica

livro aberto na vertical na paisage

A constelação biográfica é uma junção de duas potentes terapias: o aconselhamento biográfico e a constelação familiar. Ao longo desse processo você terá a oportunidade de escrever e aprender com o livro de sua própria vida. Ao rever cada setênio de sua vida (períodos de 7 anos), você poderá ressignificar acontecimentos, relacionamentos, enfermidades e crises. Situações que ficaram mal resolvidas serão trabalhadas, de forma que você poderá transformá-las em aprendizados e força. A constelação biográfica é conduzida em no mínimo 10 seções, dependendo de sua idade e seus objetivos. Ao longo do processo são aplicadas técnicas de aconselhamento biográfico, terapia artística, constelação familiar e meditação, em uma abordagem baseada na Antroposofia e na visão sistêmica.

Data: a combinar

Valor: 130 reais por seção

Local: Rua Caputira, 21. Floresta, Belo Horizonte, MG.

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Por que você dá presentes?

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O ato de presentear é mais antigo do que a própria humanidade, pois até mesmo os animais se presenteiam. No entanto, a espécie humana ampliou este costume para além dos laços familiares e é fato que jamais se presenteou tanto como nos dias atuais. O ato de presentear é considerado nobre para quem dá e sorte de quem recebe. No entanto, os interesses econômicos tem distorcido bastante este gesto, de modo que é importante que possamos fazê-lo com consciência sobre o que ele de fato significa para quem dá, para quem recebe e para quem produz.

Assim, para aprofundarmos melhor nesta reflexão, marque a principal razão pela qual você dá presentes. Por favor, seja o mais honesto que puder consigo mesmo (somente você saberá qual foi sua resposta).

 

Agora que você tem mais consciência sobre o que está por trás do seu gesto de presentear, veja se você pode melhorar sua atitude. Perceba porque isso é importante:

Hoje estamos em tempos de excessos. Se você convive com crianças sabe o quanto elas estão abarrotadas de presentes. Tantas opções acabam por saturar a criança que muitas vezes não se interessa de fato por nenhum dos presentes. Isso traz vários prejuízos tanto cognitivos (falta de concentração, de profundidade) como emocionais (falta de vínculo, consumismo). Então reveja o seu hábito de presentear. Não presentei só para manter o costume ou para suprir sua necessidade de ser amado, ou de não se sentir constrangido ou culpado.

Cuidado, pois o marketing usa de todas as ferramentas possíveis para fazer você comprar ou para fazer com que as crianças o convençam disso. Se você não estiver consciente disso, será fácil transformar desejo de felicidade, baixa autoestima e culpa em presentes. O problema é que estes sentimentos não serão realmente resolvidos, você terá sido manipulado, alguém vai receber mais um objeto que rapidamente vai ser descartado e a natureza e as pessoas vão continuar sendo exploradas para a produção de mais materiais. Lembre-se que a maior parte do que compramos atualmente vem da China, pois é lá que a mão de obra é abundante e as leis são tão frágeis que é possível produzir barato, pois o preço não inclui nem os ônus sociais e nem ambientais. Então pense em tudo isso para que você possa de fato sentir que está contribuindo para um mundo mais feliz e amoroso e para um desenvolvimento saudável da pessoa que está sendo presenteada.

O melhor presente que você pode dar a alguém é sua presença plena, amorosa e seu compromisso em ser alguém melhor.

Este artigo é de autoria de Cecília Costa, doutora em Ecologia, Pedagoga Waldorf, terapeuta em Constelação Familiar e diretora do Instituto SerMente Livre.

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Por que você dá presentes?

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O ato de presentear é mais antigo do que a própria humanidade, pois até mesmo os animais se presenteiam. No entanto, a espécie humana ampliou este costume para além dos laços familiares e é fato que jamais se presenteou tanto como nos dias atuais. O ato de presentear é considerado nobre para quem dá e sorte de quem recebe. No entanto, os interesses econômicos tem distorcido bastante este gesto, de modo que é importante que possamos fazê-lo com consciência sobre o que ele de fato significa para quem dá, para quem recebe e para quem produz.

Assim, para aprofundarmos melhor nesta reflexão, marque a principal razão pela qual você dá presentes. Por favor, seja o mais honesto que puder consigo mesmo (somente você saberá qual foi sua resposta).

 

Agora que você tem mais consciência sobre o que está por trás do seu gesto de presentear, veja se você pode melhorar sua atitude. Perceba porque isso é importante:

Hoje estamos em tempos de excessos. Se você convive com crianças sabe o quanto elas estão abarrotadas de presentes. Tantas opções acabam por saturar a criança que muitas vezes não se interessa de fato por nenhum dos presentes. Isso traz vários prejuízos tanto cognitivos (falta de concentração, de profundidade) como emocionais (falta de vínculo, consumismo). Então reveja o seu hábito de presentear. Não presentei só para manter o costume ou para suprir sua necessidade de ser amado, ou de não se sentir constrangido ou culpado. Nestes casos, pense em formas mais eficientes de resolver suas carências ou culpas. À medida que você se aprofunda nas suas dores, nas suas sombras, você se torna uma pessoa mais verdadeira, mais humana e vai aprender a transformar dificuldades em profundidade, em sabedoria e em amor próprio, o que naturalmente vai fazer com que as pessoas desfrutem cada vez mais da sua presença. Cuidado, pois o marketing usa de todas as ferramentas possíveis para fazer você comprar ou para fazer com que as crianças o convençam disso. Se você não estiver consciente disso, será fácil transformar baixa autoestima e culpa em presentes. O problema é que estes sentimentos não serão realmente resolvidos, você terá sido manipulado, alguém vai receber mais um objeto que rapidamente vai ser descartado e a natureza e as pessoas vão continuar sendo exploradas para a produção de mais materiais. Lembre-se que a maior parte do que compramos atualmente vem da China, pois é lá que a mão de obra é abundante e as leis são tão frágeis que é possível produzir barato, pois o preço não inclui nem os ônus sociais e nem ambientais. Então pense em tudo isso para que você possa de fato sentir que está contribuindo para um natal mais feliz e amoroso e um ano novo com mais paz e saúde.

O melhor presente que você pode dar a alguém é transformar a si mesmo. Invista no seu auto-desenvolvimento, em ações que te tornem uma pessoa mais consciente, verdadeira, amorosa, livre, leve e íntegra. Se você quer receber gratuitamente artigos e atividades que contribuam para seu auto-desenvolvimento, clique aqui

Este artigo é de autoria de Cecília Costa, doutora em Ecologia, Pedagoga Waldorf, terapeuta em Constelação Familiar e diretora do Instituto SerMente Livre.

O que há em comum entre as pessoas que mudaram o mundo?

foto de 5 pessoas que mudaram o mundo para melhor

*Por Cecília Costa

Há algum tempo tenho interesse nessa pergunta e comecei a estudar as biografias de algumas pessoas que trouxeram grandes transformações para o mundo. De uma lista inicial de 15 nomes, escolhi cinco que fossem mundialmente reconhecidos por contribuir positivamente, que representassem culturas e/ou épocas distintas da humanidade (de 470 a.C até a atualidade) e que tivessem informações biográficas confiáveis e acessíveis. As cinco pessoas escolhidas foram: Platão, Leonardo da Vinci, Mahatma Gandhi, Albert Einstein e Dalai Lama. A ideia foi comparar a biografia dos cinco, a fim de identificar os pontos comuns e perceber aqueles que devem ter contribuído para o poder de transformação que essas pessoas tiveram (e ainda têm) na história da humanidade. Antes de investigarmos as similaridades, vou trazer um breve relato de cada um e suas contribuições.

Platão nasceu na Grécia provavelmente em 427 antes de Cristo e morreu em 347 a.C., aos 80 anos. Durante sua vida, sua principal motivação foi a formação de governantes conhecedores da filosofia e, portanto, capazes de reflexões mais profundas e éticas. Após algumas tentativas fracassadas de ensinar filosofia diretamente aos governantes, fundou a Academia, uma escola de adultos, que é considerada a 1ª instituição de ensino superior do ocidente. Platão recebia de jovens a idosos, dava aulas e escrevia suas ideias, deixando várias publicações que ainda hoje são relevantes, principalmente nos campos da filosofia, ética e política.

Leonardo da Vinci nasceu em Florença, na Itália em 14/4/1452 e morreu em 2/5/1519, aos 67 anos. Durante sua vida teve interesses e talentos diversificados, deixando contribuições importantes em diversas áreas. Talvez seu talento mais conhecido seja como pintor, sendo a Monalisa e a Santa Ceia algumas de suas obras mais famosas. No entanto, despontou-se ainda como cientista (para detalhes veja livro de Fritjof Capra dedicado a este assunto), matemático, engenheiro, arquiteto, músico, escritor (inclusive de fábulas), inventor (instrumentos musicais, bombas hidráulicas, canhões, helicóptero, escafandro e vários outros), anatomista (de animais, plantas e seres humanos, produzindo diversos desenhos científicos), escultor e botânico. É sem dúvida uma das mentes mais brilhantes que a humanidade já conheceu.

Mahatma Gandhi (Mohandas Karamchand Gandhi) nasceu na Índia em 2/10/1869 e morreu assassinado em 30/1/1948, aos 78 anos de idade. Sua principal motivação foi combater o preconceito e injustiças sociais, a partir da não violência e da força da verdade. Convencido da necessidade de transformar a si próprio para ser então capaz de transformar o seu entorno, Gandhi aplicou em sua própria vida todas as coisas que pregava. Fez jejum a fim de fortalecer sua vontade e persistência, teceu suas próprias roupas e extraiu o sal que consumia como forma de não contribuir com um comércio injusto e fundou e viveu em comunidades onde se vivenciava a produção de alimentos, o cuidado com a natureza e a fraternidade entre todos.

Albert Einstein nasceu na Alemanha em 14 de março de 1879 e faleceu em 18 de abril de 1955 aos 76 anos de idade. Desde cedo se sobressaiu no estudo da matemática e da física, sendo bastante curioso e inventivo. Einstein trouxe um salto para a física, quando em 1905, com apenas 26 anos, publicou 4 artigos revolucionários: o 1º sobre a dualidade entre partícula e onda, o 2º que provava que átomos eram reais e não abstrações, o 3º provou que a velocidade da luz era constante e que o tempo tornava-se mais lento para quem se aproximava dessa velocidade e o 4º estabelecia a equivalência entre matéria e energia (E=mc2). A teoria do Big Ban e a precisão do GPS são alguns dos desdobramentos de suas ideias. Ele que era um pacifista, sofreu imensamente ao testemunhar que suas ideias foram também usadas para a produção da bomba atômica na 2ª guerra mundial.

Dalai Lama Tenzin Gyatso, cujo nome de nascimento é Lhamo Dhondup, nasceu no Tibete em 6 de julho de 1935, filho de uma família de camponeses. Desde 1959 vive em Dharamsala, na Índia, onde conseguiu asilo político após a invasão do Tibete pelos chineses, quando milhares de tibetanos tiveram que deixar seu país. Desde então tem trabalhado intensamente pela libertação do Tibete e preservação de sua cultura. No entanto, suas ações extrapolam em muito a causa tibetana, sendo que hoje o Dalai Lama é uma referência mundial de trabalho pela paz, o que foi oficialmente reconhecido em 1989, quando recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Algumas de suas ações concretas no mundo são: a) a publicação de dezenas de livros sobre ética, compaixão, meditação, educação mental, direitos humanos e da natureza, b) a participação em diálogos científicos com cientistas de todo o mundo e de diversas áreas, contribuindo para desenvolver as novas concepções científicas não materialistas, e c) visitas políticas a mais de 40 países, inspirando uma nova concepção política e democrática a partir de suas declarações e documentos políticos.

Analisando a biografia destas cinco personalidades, inclusive aspectos de sua infância e vida pessoal, encontrei 10 pontos em comum:

  1. Suas condições sociais iniciais variaram, mas nenhum deles teve uma infância com extremo de pobreza ou riqueza.
  2. Todos tiveram adultos que os apoiaram na infância, reconheceram seus talentos e buscaram as pessoas e locais propícios para seu desenvolvimento. Curiosidades: no caso do Dalai Lama, seus talentos foram percebidos ainda com 2 anos de idade (quando foi reconhecido ser a encarnação do 13º Dalai Lama, começando a ser educado para assumir a liderança política e espiritual de seu país já a partir dos 6 anos de idade). Leonardo foi o único cujos pais nunca moraram juntos, vivendo até cerca de 6 anos com sua mãe e depois com seu pai.
  3. Desde a infância, todos demonstravam grande curiosidade, interesse pelo mundo e disposição para aprender e criar, os quais persistiram até a velhice. Os cinco seguiram estudando, produzindo e escrevendo ao longo de toda a vida.
  4. Todos conseguiram atingir a 3ª idade e manter-se lúcidos (quem menos viveu foi Leonardo que morreu com 67 anos).
  5. Todos realizaram viagens para bem além dos locais de seus nascimentos, seja para complementar seus estudos, seja para difundir suas ideias.
  6. Todos chegaram a dar orientações aos governantes de seu tempo, mas sem assumir cargos políticos (com exceção do Dalai Lama que assumiu a liderança política e religiosa de seu país desde os 15 anos de idade).
  7. Todos chegaram a ser reconhecidos como figuras importantes ainda no seu tempo, o que demonstra suas habilidades em expandir suas ideias em setores diversos.
  8. Todos sacrificaram sua vida familiar. Três deles não se casaram e nem tiveram filhos (Platão, Leonardo Da Vinci e Dalai Lama) e os outros dois que tiveram filhos viveram a maior parte do tempo longe deles. Curiosidade: Tanto a 1ª esposa de Einstein quanto a esposa de Gandhi contribuíram ativamente no trabalho de seus maridos.
  9. Todos sofreram coerções e dificuldades diversas para colocar suas ideias e forma de ser no mundo, mas mesmo assim persistiram. Isso demonstra o grande valor da autoconfiança, que certamente foi construída na infância com o apoio dos adultos.
  10. Nenhum deles foi motivado por dinheiro ou poder, sendo que nenhum viveu uma vida de opulência. O poder que exerceram, e exercem ainda hoje, foi conquistado por seus conhecimentos, sabedoria e personalidade, e não por seus bens materiais.

Os pontos acima provavelmente não são requisitos obrigatórios para se empreender grandes mudanças no mundo, mas nos inspiram a perceber que aspectos são importantes de serem desenvolvidos em nós e em nossas crianças e os desafios pelos quais precisamos passar para colocar nossos talentos a serviço de um mundo melhor.

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*Cecília Costa é diretora do Instituto SerMente Livre, doutora em Ecologia, terapeuta em Constelação Familiar, pedagoga Waldorf e Aconselhadora Biográfica. Ministra palestras, cursos de autodesenvolvimento e atividades terapêuticas em várias cidades. Para ver nossa agenda de atividades, clique aqui.