Por que você dá presentes?

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O ato de presentear é mais antigo do que a própria humanidade, pois até mesmo os animais se presenteiam. No entanto, a espécie humana ampliou este costume para além dos laços familiares e é fato que jamais se presenteou tanto como nos dias atuais. O ato de presentear é considerado nobre para quem dá e sorte de quem recebe. No entanto, os interesses econômicos tem distorcido bastante este gesto, de modo que é importante que possamos fazê-lo com consciência sobre o que ele de fato significa para quem dá, para quem recebe e para quem produz.

Assim, para aprofundarmos melhor nesta reflexão, marque a principal razão pela qual você dá presentes. Por favor, seja o mais honesto que puder consigo mesmo (somente você saberá qual foi sua resposta).

 

Agora que você tem mais consciência sobre o que está por trás do seu gesto de presentear, veja se você pode melhorar sua atitude. Perceba porque isso é importante:

Hoje estamos em tempos de excessos. Se você convive com crianças sabe o quanto elas estão abarrotadas de presentes. Tantas opções acabam por saturar a criança que muitas vezes não se interessa de fato por nenhum dos presentes. Isso traz vários prejuízos tanto cognitivos (falta de concentração, de profundidade) como emocionais (falta de vínculo, consumismo). Então reveja o seu hábito de presentear. Não presentei só para manter o costume ou para suprir sua necessidade de ser amado, ou de não se sentir constrangido ou culpado.

Cuidado, pois o marketing usa de todas as ferramentas possíveis para fazer você comprar ou para fazer com que as crianças o convençam disso. Se você não estiver consciente disso, será fácil transformar desejo de felicidade, baixa autoestima e culpa em presentes. O problema é que estes sentimentos não serão realmente resolvidos, você terá sido manipulado, alguém vai receber mais um objeto que rapidamente vai ser descartado e a natureza e as pessoas vão continuar sendo exploradas para a produção de mais materiais. Lembre-se que a maior parte do que compramos atualmente vem da China, pois é lá que a mão de obra é abundante e as leis são tão frágeis que é possível produzir barato, pois o preço não inclui nem os ônus sociais e nem ambientais. Então pense em tudo isso para que você possa de fato sentir que está contribuindo para um mundo mais feliz e amoroso e para um desenvolvimento saudável da pessoa que está sendo presenteada.

O melhor presente que você pode dar a alguém é sua presença plena, amorosa e seu compromisso em ser alguém melhor.

Este artigo é de autoria de Cecília Costa, doutora em Ecologia, Pedagoga Waldorf, terapeuta em Constelação Familiar e diretora do Instituto SerMente Livre.

Para receber mais artigos ou saber sobre atividades para seu autodesenvolvimento, clique aqui.

Por que você dá presentes?

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O ato de presentear é mais antigo do que a própria humanidade, pois até mesmo os animais se presenteiam. No entanto, a espécie humana ampliou este costume para além dos laços familiares e é fato que jamais se presenteou tanto como nos dias atuais. O ato de presentear é considerado nobre para quem dá e sorte de quem recebe. No entanto, os interesses econômicos tem distorcido bastante este gesto, de modo que é importante que possamos fazê-lo com consciência sobre o que ele de fato significa para quem dá, para quem recebe e para quem produz.

Assim, para aprofundarmos melhor nesta reflexão, marque a principal razão pela qual você dá presentes. Por favor, seja o mais honesto que puder consigo mesmo (somente você saberá qual foi sua resposta).

 

Agora que você tem mais consciência sobre o que está por trás do seu gesto de presentear, veja se você pode melhorar sua atitude. Perceba porque isso é importante:

Hoje estamos em tempos de excessos. Se você convive com crianças sabe o quanto elas estão abarrotadas de presentes. Tantas opções acabam por saturar a criança que muitas vezes não se interessa de fato por nenhum dos presentes. Isso traz vários prejuízos tanto cognitivos (falta de concentração, de profundidade) como emocionais (falta de vínculo, consumismo). Então reveja o seu hábito de presentear. Não presentei só para manter o costume ou para suprir sua necessidade de ser amado, ou de não se sentir constrangido ou culpado. Nestes casos, pense em formas mais eficientes de resolver suas carências ou culpas. À medida que você se aprofunda nas suas dores, nas suas sombras, você se torna uma pessoa mais verdadeira, mais humana e vai aprender a transformar dificuldades em profundidade, em sabedoria e em amor próprio, o que naturalmente vai fazer com que as pessoas desfrutem cada vez mais da sua presença. Cuidado, pois o marketing usa de todas as ferramentas possíveis para fazer você comprar ou para fazer com que as crianças o convençam disso. Se você não estiver consciente disso, será fácil transformar baixa autoestima e culpa em presentes. O problema é que estes sentimentos não serão realmente resolvidos, você terá sido manipulado, alguém vai receber mais um objeto que rapidamente vai ser descartado e a natureza e as pessoas vão continuar sendo exploradas para a produção de mais materiais. Lembre-se que a maior parte do que compramos atualmente vem da China, pois é lá que a mão de obra é abundante e as leis são tão frágeis que é possível produzir barato, pois o preço não inclui nem os ônus sociais e nem ambientais. Então pense em tudo isso para que você possa de fato sentir que está contribuindo para um natal mais feliz e amoroso e um ano novo com mais paz e saúde.

O melhor presente que você pode dar a alguém é transformar a si mesmo. Invista no seu auto-desenvolvimento, em ações que te tornem uma pessoa mais consciente, verdadeira, amorosa, livre, leve e íntegra. Se você quer receber gratuitamente artigos e atividades que contribuam para seu auto-desenvolvimento, clique aqui

Este artigo é de autoria de Cecília Costa, doutora em Ecologia, Pedagoga Waldorf, terapeuta em Constelação Familiar e diretora do Instituto SerMente Livre.

Alimentos não convencionais: saúde, economia e sustentabilidade

prato do dia horizontal preenchido por mim

Em todo o mundo há em torno de 300 mil espécies de plantas, sendo que cerca de 10% delas (ou seja, 30.000 espécies) possuem partes comestíveis. Apesar disso, apenas 20 espécies de plantas são a base de 90% da alimentação mundial. No Brasil, o país da biodiversidade, a realidade também é essa, apesar de alguns indícios de mudança. Na última década, por exemplo, o açaí e o cupuaçu, ambos da Amazônia, ganharam status comercial em nosso país. Como podemos explicar o fato das espécies comumente usadas como alimento em nosso país ainda serem as mesmas que nossos ancestrais aprenderam a cultivar nos primórdios da agricultura? Uma das razões é que a cultura da colonização foi bastante agressiva, impondo aos povos invadidos sua cultura e visão de mundo. É bom lembrar que os colonizadores vieram de países temperados, onde as florestas eram dominadas por poucas espécies de árvores, assemelhando-se mais às nossas plantações de Pinus ou Eucalipto, espécies trazidas por eles.

Esse cenário se mantém até hoje, pois, os povos indígenas que conheciam e conhecem nossa biodiversidade foram mortos, marginalizados, confinados em reservas e até hoje não demos um lugar para eles em nossas universidades, eles que ainda hoje são os maiores conhecedores da biodiversidade brasileira e seus usos. Se hoje comemos mandioca, biscoito de polvilho, pão de queijo e tantas outras iguarias retiradas da mandioca, nós devemos isso a eles. Infelizmente, a mandioca é um caso isolado, sendo que continuamos ignorantes sobre os usos que podemos dar para as milhares de espécies de plantas que dispomos.

Um fator recente, mas que vem agravar bastante a situação de nosso empobrecimento alimentar são os transgênicos. Hoje algumas poucas corporações criam espécies transgênicas, sendo que justamente as espécies mais consumidas mundialmente são o alvo de suas pesquisas. Assim, em apenas 10 anos vimos surgir em nossas prateleiras vários alimentos com o rótulo de transgênicos. Isso porque a soja e o milho, que são a base da alimentação mundial, foram escolhidos como alvos para o desenvolvimento dos transgênicos. O trigo, o feijão e o arroz também estão indo para o mesmo caminho. Desta forma, poucas empresas detém o monopólio dos alimentos mais consumidos em todo o mundo.

Além disso, como a alimentação de todo o mundo é baseada nas mesmas espécies, no mundo inteiro a vegetação nativa é dizimada para dar lugar às monoculturas. Porém, junto com a monocultura vem também os agrotóxicos e os herbicidas, de modo que nossa alimentação, além de tornar-se pobre em diversidade e nutrientes (pois o solo se esgota com a monocultura) passa a ser contaminada com veneno, o qual também contamina nossa água.

Como resolver tamanho problema, que ameaça nossa saúde, segurança e soberania alimentar? A única saída é tratarmos de nos apropriar de nossa biodiversidade e aprendermos a usá-la em nosso favor e com responsabilidade. Não precisamos ir para a Amazônia para ter contato com ela. Nas cidades onde vivemos há praças, quintais, áreas verdes, lotes vagos e calçadas repletos de plantas que até então ignoramos ou chamamos de mato, pragas ou, na melhor das hipóteses, de jardins. Há muito mais alimentos no mundo do que possa imaginar sua vã sabedoria. Conheça os alimentos não convencionais e amplie seus horizontes e nossos ecossistemas, pois até agora eles estão encolhendo-se rapidamente.

Texto de autoria de Cecilia Costa, Instituto SerMente Livre.

Para saber mais, veja Inove seu cardápio e Culinária com alimentos não convencionais.