Adoção e a fidelidade da criança pela família de origem

michelangelo adoção

Mesmo que a criança adotada não se lembre dos pais biológicos, ela pode se manter conectada a eles e fiel aos seus valores em uma tentativa inconsciente de demonstrar o seu amor e resgatar a dignidade dos pais

 

A adoção de crianças pode ser uma prática benéfica, mas para que isso ocorra é importante que se tenha consciência de alguns aspectos importantes.

Sistemicamente a melhor solução é o empoderamento dos pais para que assumam a responsabilidade por seus próprios filhos. Apenas quando isso não é possível e nem há algum familiar em condições de assumir a guarda das crianças é que a ajuda de terceiros é uma boa possibilidade. O ideal é que essa ajuda venha inicialmente de um tutor, ou seja, uma família acolhedora que possa cuidar das crianças até que seus pais biológicos tenham condições de recebê-las de volta. É pela falta das famílias acolhedoras que muitas crianças ficam em abrigos aguardando decisões judiciais (para ser um tutor, o 1º passo é se cadastrar na vara da infância e da juventude de seu município). Quando não é de fato possível restituir as crianças às suas famílias de origem é que a adoção por terceiros pode ser de fato benéfica a todos. No entanto, para isso é importante que a motivação principal da família adotante não seja apenas de resolver uma carência sua. O foco é a criança, sua saúde física, mental e emocional. A família tutora e a família adotiva precisam nutrir isso conscientemente e perceber que estão se disponibilizando a colaborarem com os pais biológicos, a continuar o trabalho que estes não estão em condições de dar prosseguimento.

Independente de qual seja o papel desempenhado, é importante saber que, para ajudar uma criança, é preciso ter os pais dela no coração. Isso significa incluí-los, acolhê-los, mesmo que você não os conheça pessoalmente, sem julgamento, sem criticas à sua conduta. Isso é extremamente importante, pois a criança originou-se fisicamente dos seus pais biológicos, cada célula de seu corpo contém 50% do pai e 50% de sua mãe. Uma falta de aceitação dos pais biológicos pode fazer com que a criança se rebele contra os pais adotivos, ou ainda, caso ela própria não aceite seus pais biológico, torne-se depressiva ou somatize doenças como, por exemplo, as doenças autoimunes, onde o corpo rejeita a si próprio. Portanto, por mais difícil que tenha sido o destino de uma criança, cuide para que seus sentimentos não sejam de pena pela criança e de revolta contra seus pais. É preciso ter um olhar de respeito pelo destino da criança, ainda que você não concorde com ele. Aceitar a realidade da forma como ela se apresentou até então pode ser algo difícil, mas é importante. Isso não significa que os pais não serão punidos pelos delitos que tenham cometido, significa que você cuida da criança sem a necessidade de julgá-los (a menos que você seja o profissional incumbido de deliberar sobre o caso, mas neste caso não será você que cuida da criança).

As crianças adotadas pertencem ao sistema familiar dos pais biológicos e, se tudo correr bem, também dos pais adotivos. Quando digo que elas pertencem estou dizendo biológica e energeticamente, pois juridicamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente não reconhece o pertencimento aos pais biológicos, apenas aos adotivos. O nome e o sobrenome dos pais biológicos são removidos da certidão de nascimento. Independente das razões para tal, o fato é que os pais biológicos são excluídos. No entanto, existem leis naturais que sobrepõe-se às leis jurídicas e que vão além da consciência do indivíduo, é a consciência do sistema familiar a que esse indivíduo pertence (se isso é novidade para você, leia mais sobre “Constelação Familiar”, onde cada uma destas leis foi sistematizada pelo alemão Bert Hellinger, a partir de centenas de verificações). Uma destas leis diz que todos que nascem em uma família têm direito de pertencer a ela. Quando esse direito não é respeitado, desajustes sistêmicos podem ocorrer. Tais desajustes são tentativas da consciência do sistema familiar de reequilibrar o sistema, de compensar a exclusão. Os desajustes mais comuns nestes casos são abortos ou divórcio do casal adotante. Isso funciona como uma compensação sistêmica: “o sacrifício da relação de casal como uma compensação por privar os pais naturais de seus filhos”. Portanto, para evitar os efeitos dessa exclusão, é extremamente importante que os pais adotivos incluam os pais biológicos no coração. Em outras palavras, que ao olhar para seus filhos adotivos, os pais possam ver neles a obra-prima dos pais biológicos e reconhecer a importância deles na vida dessa nova família.

Mesmo que a criança não se lembre dos pais biológicos, ela pode querer demonstrar o seu amor e tentar recuperar a dignidade deles se mantendo fiel aos seus valores. Vou ilustrar isso trazendo uma situação real que ocorreu durante uma constelação familiar para tratar de um comportamento desajustado de uma criança adotada. O pai adotivo relatou que a criança adotada (com 8 anos) estava furtando os objetos escolares de seus colegas. Então, para dar início à constelação familiar, o terapeuta solicitou ao pai que escolhesse algumas pessoas do grupo para representarem as pessoas envolvidas nesse sistema familiar. Foram escolhidos representantes para a família biológica: o pai, a mãe, a avó e a irmã da criança e representantes para os pais adotivos. Então foi dado início ao processo e a consciência do sistema familiar pôde ser acessada por cada um dos membros ali representados que começaram a trazer sintomas e sentimentos dos membros reais. Nesse caso específico chamou a atenção o amor que a criança sentia por seu pai biológico. Envolta em lágrimas e abraçada a ele, a representante da criança dizia: “Papai, você é o pai mais bom do mundo”. Nesse momento o terapeuta perguntou ao pai adotivo o que tinha acontecido com o pai biológico, ele relatou que este estava preso por furto. Assim, o que a criança estava demonstrando ao furtar objetos na escola era uma fidelidade ao seu pai e uma forma inconsciente de dizer: “Eu sou como o meu pai. Apesar de tirar coisas de meus colegas eu sou uma pessoa boa, o meu pai também é bom.” A solução para essa constelação foi o pai adotivo reconhecer e aceitar esse amor da criança adotada por seu pai biológico e ao reconhecer isso os representantes dos pais biológicos puderam ser gratos aos pais adotivos por eles estarem cuidando de suas filhas (no caso, eram duas irmãs). É dessa forma que a criança adotada pode passar de fato a fazer parte da família adotiva, quando aceita essa nova família em seu coração por perceber que seus pais biológicos são reconhecidos e que seu amor por eles é aceito.

É claro que todas estas questões são complexas e podem ser bastante desafiadoras para todas as partes envolvidas: a criança, a família biológica, a família tutora e a família adotiva. A Constelação Familiar é uma ferramenta terapêutica muito eficiente para descobrir onde estão os desajustes sistêmicos e harmonizar as relações na família de origem e na nova família da criança, devolvendo e honrando o lugar e o papel de cada um dentro do sistema familiar.  Quando cada um ocupa o seu lugar e desempenha o seu papel com consciência, sem se sentir superior ou inferior aos outros membros do sistema, a adoção pode ser um instrumento maravilhoso de parceria e uma oportunidade real de desenvolver a forma mais elevada de amor, o amor incondicional. Antes de querer julgar os pais biológicos, pense que em um mundo perfeito, com situações e pessoas perfeitas, o amor, a fraternidade e a tolerância não teriam nascido. É exatamente nas circunstâncias difíceis que estão às oportunidades para que cresçam em nós as virtudes capazes de nos humanizar. É com esse olhar que você pode incluir os pais biológicos em seu coração, como dádivas em seu caminho de evolução.

Texto de autoria de Cecília Costa*

*Cecília Costa é diretora do Instituto SerMente Livre, terapeuta em Constelação Familiar e Pedagoga Waldorf.

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Pensar com o coração! Saiba mais sobre esse nobre órgão.

Recentemente, neurofisiologistas ficaram surpresos ao descobrirem que o coração é mais um órgão de inteligência, do que (meramente) a estação principal de bombeamento do corpo.
Mais da metade do Coração é na verdade composto de neurônios da mesma natureza daqueles que compõem o sistema cerebral. Joseph Chilton Pearce, autor do livro A biologia da Transcendência, chama a isto de “o maior aparato biológico e a sede da nossa maior inteligência”. Ele afirma que “O coração é também o primeiro órgão formado no útero. O resto vem depois”.

O coração também é a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético. Cada célula do coração é única e na qual não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula. Um EEG que mede as ondas cerebrais mostra que os sinais eletromagnéticos do coração são muito mais fortes do que as ondas cerebrais, de que uma leitura do espectro de freqüência do coração podem ser tomadas a partir de três metros de distância do corpo … sem colocar eletrodos sobre ele!

A freqüência eletromagnética do Coração produz arcos para fora do coração e volta na forma de um campo saliente e arredondado, como anéis de energia. O eixo desse anel do coração se estende desde o assoalho pélvico para o topo do crânio, e todo o campo é holográfico, o que significa que as informações sobre ele podem ser lidas a partir de cada ponto deste campo.

O anel eletromagnético do Coração não é a única fonte que emite este tipo de vibração. Cada átomo emite energia nesta mesma frequência. A Terra está também no centro de um anel, assim é o sistema solar e até mesmo nossa galáxia … e todos são holográficos.
Os cientistas acreditam que há uma boa possibilidade de que haja apenas um anel universal abrangendo um número infinito e interagindo dentro do mesmo espectro. Como os campos eletromagnéticos são anéis holográficos, é mais do que provável que a soma total do nosso Universo esteja presente dentro do espectro de freqüência de um único anel.

Isto significa que cada um de nós está ligado a todo o Universo e como tal, podemos acessar todas as informações dentro dele a qualquer momento. Este é o trabalho feito durante a terapia de Constelação Familiar, desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger. Este lugar onde as informações estão armazenadas é denominado Campo Mórfico, segundo o biólogo inglês Ruppert Sheldrake.

Quando desconectamos e nos desligamos da sabedoria inata de amor do Coração, baseado nos pensamentos, o intelecto refletido no ego assume o controle e opera independentemente do Coração, e nós voltamos para uma mentalidade de sobrevivência baseada no medo, ganância, poder e controle.
Desta forma, passamos a acreditar que estamos separados, a nossa percepção de vida muda para uma limitação e escassez, e temos que lutar para sobreviver. Este órgão incrível, que muitas vezes ignoramos, negligenciamos e construímos muros ao redor, é onde podemos encontrar a nossa força, nossa fé, nossa coragem e nossa compaixão, permitindo que a nossa maior inteligência emocional guie nossas vidas.

Devemos agora mudar as engrenagens para fora do estado baseado no medo mental que temos sido ensinados a acreditar, e nos movermos para viver centrados no coração. Para que esta transformação ocorra, é preciso aprender a meditar, “entrar em seu coração” e acessar a sabedoria interior do Universo.
É a única maneira, é O Caminho. A medida que cada um de nós começa esta revolução tranquila de viver do Coração, vamos começar a ver os reflexos em nossas vidas e em nosso mundo.
Esta é a forma como cada um de nós vai criar uma mudança no mundo, criar paz, criar harmonia e equilíbrio, e desta forma, vamos todos criar o Paradigma do Novo Mundo do Céu na Terra.”

Por Rebecca Cherry, modificado por Cecília Costa.

Fonte: http://www.paraiba.com.br/2013/04/09/64269-o-eletromagnetismo-do-coracao-cientistas-apontam-que-o-coracao-pensa-e-irradia

Ciência explica porque reclamar altera negativamente o cérebro

neuronios cerebro

Ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar a reclamação de nossas vidas.

“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”

O cérebro é um órgão complexo que de alguma forma funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade de um ser humano, sempre aprendendo, sempre recriando e se regenerando. É ao mesmo tempo o produto da realidade e o criador da realidade, e a ciência está finalmente começando a entender como o cérebro cria realidade.

Autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton, examinou como as emoções negativas na forma de reclamações, tanto expressas por você mesmo ou vindas de outros, afetam o cérebro e o corpo, nos ajudando a entender por que algumas pessoas parecem não conseguir sair de um estado negativo.

Sua teoria sugere que a negatividade e a reclamação realmente alteram fisicamente a estrutura e função da mente e do corpo.

“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”, diz Parton, que é uma maneira concisa de compreender a essência da neuroplasticidade, a ciência de como o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto. Negatividade e reclamações irão reproduzir mais do mesmo, como esta teoria destaca.

Parton explica ainda:

By Curtis Neveu - Own work, CC BY-SA 3.0,
By Curtis Neveu – Own work, CC BY-SA 3.0

“O princípio é simples: em todo o seu cérebro há uma coleção de sinapses (responsáveis por transmitir as informações de uma célula para outra) separadas por espaços vazios chamados de fenda sináptica. Sempre que você tem um pensamento, uma sinapse dispara uma reação química através da fenda para outra sinapse, construindo assim uma ponte por onde um sinal elétrico pode atravessar, carregando a informação relevante do seu pensamento durante a descarga.

… toda vez que essa descarga elétrica é acionada, as sinapses se aproximam mais, a fim de diminuir a distância que a descarga elétrica precisa percorrer …. o cérebro irá refazer seus próprios circuitos, alterando-se fisicamente para facilitar que as sinapses adequadas compartilhem a reação química e, tornando mais fácil para o pensamento se propagar. “

Além disso, a compreensão deste processo inclui a ideia de que as ligações elétricas mais utilizadas pelo cérebro se tornarão mais curtas, portanto, escolhidas mais frequentemente pelo cérebro. Isto explica como a personalidade é alterada.

No entanto, como seres conscientes, temos o poder de modificar este processo, simplesmente ao nos tornarmos conscientes de como o jogo universal da dualidade atua no momento em que surgem os pensamentos. Nós temos o poder de escolher criar pensamentos conscientes de amor e harmonia, garantindo assim que o cérebro e a personalidade sejam positivamente alterados.

A empatia e o efeito em grupo

Vamos além do efeito que a reclamação tem sobre o próprio indivíduo. Esta linha de raciocínio científico se estende até a dinâmica entre duas pessoas, explicando cientificamente como a reclamação joga outras pessoas para baixo.

Os “neurônios-espelho” garantem que aprendamos com o meio ambiente, e são também os elementos bioquímicos essenciais da empatia. O cérebro relaciona-se com o que outra pessoa está expressando, e a nossa porção empática responde “experenciando” essa emoção como uma tentativa de se relacionar e compreender o drama externamente.

Assim, quando alguém derrama um caminhão de fofocas, de negatividade e drama em cima de você, você pode ter certeza que está sendo afetado bioquimicamente, diminuindo as suas chances ser feliz. A exposição a este tipo de explosão emocional realmente provoca stress. E já sabemos que o estresse mata, portanto reclamação e negatividade podem estar contribuindo seriamente para a sua morte precoce.

Parton refere-se a essa perspectiva como “a ciência da felicidade”, e este comportamento de reclamação contínua oferece um estudo propício para a ligação entre o poder do pensamento e a capacidade de controle que uma pessoa pode ter sobre a criação de sua realidade tridimensional.

“… Se você está sempre reclamando e menospreza o seu próprio poder sobre a realidade, você não pensa que tem o poder de mudar. E assim, você nunca vai mudar. “

 

Fontes:

Science Explains How Complaining is Negatively Altering Your Brain

http://www.apa.org/monitor/oct05/mirror.aspx
http://www.curiousapes.com/the-science-of-happiness-why-complaining-is-literally-killing-you/

Por que você dá presentes?

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O ato de presentear é mais antigo do que a própria humanidade, pois até mesmo os animais se presenteiam. No entanto, a espécie humana ampliou este costume para além dos laços familiares e é fato que jamais se presenteou tanto como nos dias atuais. O ato de presentear é considerado nobre para quem dá e sorte de quem recebe. No entanto, os interesses econômicos tem distorcido bastante este gesto, de modo que é importante que possamos fazê-lo com consciência sobre o que ele de fato significa para quem dá, para quem recebe e para quem produz.

Assim, para aprofundarmos melhor nesta reflexão, marque a principal razão pela qual você dá presentes. Por favor, seja o mais honesto que puder consigo mesmo (somente você saberá qual foi sua resposta).

 

Agora que você tem mais consciência sobre o que está por trás do seu gesto de presentear, veja se você pode melhorar sua atitude. Perceba porque isso é importante:

Hoje estamos em tempos de excessos. Se você convive com crianças sabe o quanto elas estão abarrotadas de presentes. Tantas opções acabam por saturar a criança que muitas vezes não se interessa de fato por nenhum dos presentes. Isso traz vários prejuízos tanto cognitivos (falta de concentração, de profundidade) como emocionais (falta de vínculo, consumismo). Então reveja o seu hábito de presentear. Não presentei só para manter o costume ou para suprir sua necessidade de ser amado, ou de não se sentir constrangido ou culpado.

Cuidado, pois o marketing usa de todas as ferramentas possíveis para fazer você comprar ou para fazer com que as crianças o convençam disso. Se você não estiver consciente disso, será fácil transformar desejo de felicidade, baixa autoestima e culpa em presentes. O problema é que estes sentimentos não serão realmente resolvidos, você terá sido manipulado, alguém vai receber mais um objeto que rapidamente vai ser descartado e a natureza e as pessoas vão continuar sendo exploradas para a produção de mais materiais. Lembre-se que a maior parte do que compramos atualmente vem da China, pois é lá que a mão de obra é abundante e as leis são tão frágeis que é possível produzir barato, pois o preço não inclui nem os ônus sociais e nem ambientais. Então pense em tudo isso para que você possa de fato sentir que está contribuindo para um mundo mais feliz e amoroso e para um desenvolvimento saudável da pessoa que está sendo presenteada.

O melhor presente que você pode dar a alguém é sua presença plena, amorosa e seu compromisso em ser alguém melhor.

Este artigo é de autoria de Cecília Costa, doutora em Ecologia, Pedagoga Waldorf, terapeuta em Constelação Familiar e diretora do Instituto SerMente Livre.

Para receber mais artigos ou saber sobre atividades para seu autodesenvolvimento, clique aqui.

Por que você dá presentes?

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O ato de presentear é mais antigo do que a própria humanidade, pois até mesmo os animais se presenteiam. No entanto, a espécie humana ampliou este costume para além dos laços familiares e é fato que jamais se presenteou tanto como nos dias atuais. O ato de presentear é considerado nobre para quem dá e sorte de quem recebe. No entanto, os interesses econômicos tem distorcido bastante este gesto, de modo que é importante que possamos fazê-lo com consciência sobre o que ele de fato significa para quem dá, para quem recebe e para quem produz.

Assim, para aprofundarmos melhor nesta reflexão, marque a principal razão pela qual você dá presentes. Por favor, seja o mais honesto que puder consigo mesmo (somente você saberá qual foi sua resposta).

 

Agora que você tem mais consciência sobre o que está por trás do seu gesto de presentear, veja se você pode melhorar sua atitude. Perceba porque isso é importante:

Hoje estamos em tempos de excessos. Se você convive com crianças sabe o quanto elas estão abarrotadas de presentes. Tantas opções acabam por saturar a criança que muitas vezes não se interessa de fato por nenhum dos presentes. Isso traz vários prejuízos tanto cognitivos (falta de concentração, de profundidade) como emocionais (falta de vínculo, consumismo). Então reveja o seu hábito de presentear. Não presentei só para manter o costume ou para suprir sua necessidade de ser amado, ou de não se sentir constrangido ou culpado. Nestes casos, pense em formas mais eficientes de resolver suas carências ou culpas. À medida que você se aprofunda nas suas dores, nas suas sombras, você se torna uma pessoa mais verdadeira, mais humana e vai aprender a transformar dificuldades em profundidade, em sabedoria e em amor próprio, o que naturalmente vai fazer com que as pessoas desfrutem cada vez mais da sua presença. Cuidado, pois o marketing usa de todas as ferramentas possíveis para fazer você comprar ou para fazer com que as crianças o convençam disso. Se você não estiver consciente disso, será fácil transformar baixa autoestima e culpa em presentes. O problema é que estes sentimentos não serão realmente resolvidos, você terá sido manipulado, alguém vai receber mais um objeto que rapidamente vai ser descartado e a natureza e as pessoas vão continuar sendo exploradas para a produção de mais materiais. Lembre-se que a maior parte do que compramos atualmente vem da China, pois é lá que a mão de obra é abundante e as leis são tão frágeis que é possível produzir barato, pois o preço não inclui nem os ônus sociais e nem ambientais. Então pense em tudo isso para que você possa de fato sentir que está contribuindo para um natal mais feliz e amoroso e um ano novo com mais paz e saúde.

O melhor presente que você pode dar a alguém é transformar a si mesmo. Invista no seu auto-desenvolvimento, em ações que te tornem uma pessoa mais consciente, verdadeira, amorosa, livre, leve e íntegra. Se você quer receber gratuitamente artigos e atividades que contribuam para seu auto-desenvolvimento, clique aqui

Este artigo é de autoria de Cecília Costa, doutora em Ecologia, Pedagoga Waldorf, terapeuta em Constelação Familiar e diretora do Instituto SerMente Livre.

Por que os anos estão se passando cada vez mais rápido?

anos passando 2016

*Por Cecília Costa

Quem é que não se viu dizendo: O ano já está acabando? Passou tão depressa… tantas coisas que eu ainda gostaria de fazer. Entra ano sai ano e nós cada vez mais espantados com a rapidez do tempo. Será por que? Se lembra da teoria da relatividade de Einstein? Ela diz que o tempo é relativo, ele se torna mais lento à medida que nos aproximamos da velocidade da luz. E o que isso tem a ver com o seu tempo? Bem, a velocidade dos tempos atuais é bem maior do que a 80 anos atrás, quando TV ainda era raridade; ou do que a 30 anos, quando computador era raridade; ou do que a 20 anos quando quase não havia celular, ou mesmo do que a 5 anos quando não havia Smart Phone ou Tablet. Eu nem estou considerando que a velocidade dos meios de transporte aumentou. Estou apenas considerando que a quantidade de informações que você recebe por dia aumentou vertiginosamente (2,4% ao ano entre 1980 e 2008) e que você leva em média 11,8 horas diária recebendo informação. Pense só, 60 anos atrás as pessoas recebiam informações principalmente a partir de seus vizinhos, as vezes do rádio ou de algum jornal escrito (mas lembre-se que nessa época a maior parte das pessoas vivia na zona rural e sem luz, de modo que rádio, só enquanto durasse a pilha, e jornal era raridade). A quantidade de informações novas que uma pessoa tinha ao longo de um dia era quase nada ou uns poucos fatos corriqueiros. Isso significa que naquela época você teria que viver cerca de 25 anos (considerando 30 minutos por dia dedicados à informação) para ter a quantidade de informações que você tem hoje em um único dia. É natural então que você se pergunte “por que você tem a impressão que o ano foi tão corrido se na verdade você viveu o equivalente a 25 anos”? Não seria de se esperar que você pudesse então realizar muitas coisas nesse tempo tão longo? A questão é que você não viajou a velocidade da luz, então o ano para você durou apenas 1 ano mesmo, só que a quantidade de informações que você recebeu equivale a ter vivido uns 25 anos, ou seja, você gastou muito mais tempo recebendo, processando e reagindo a informações do que as pessoas gastavam a 80 anos atrás. E isso consumiu o seu tempo e fez com que você tivesse a impressão que o ano se passou rápido demais. E então… O dia acabou!… O ano acabou!… Lá se foram 10 anos, as crianças cresceram, a velhice chegou, e assim, como se você nem percebesse, chegou o dia de morrer. Puxa, tanta coisa ainda por fazer!

E então chega a hora do grande encontro. Aquele encontro profundo com sua essência, com tudo que você conseguiu transformar em você, sua contribuição para o mundo, o que você fez de positivo, o que você fez de errado, o que você deixou de fazer. Isso não é uma crença ou um final surreal para essa história, há centenas de relatos, inclusive estudados pelos neurocientistas, de pessoas que voltaram de uma experiência de quase morte e que relatam que viram o filme de suas vidas. E então, será que você vai ter que assistir a aquele filme entediante das centenas de horas que você gastou no shopping, nas lojas, na TV, no computador, no celular ou no trânsito?

O fato é que os tempos mudaram rapidamente, atualmente, em dois dias se produz a mesma quantidade de informação do que toda a informação produzida até 2003 (Eric Schmidt). E a quantidade de informações vai continuar aumentando. Um dos reflexos disso é o estresse e as várias doenças físicas e psíquicas a ele associadas. Sua única saída é gerir o seu tempo, buscando o máximo de qualidade e significado para cada momento da sua vida. Para isso, uma das primeiras providências é selecionar as informações que chegam até você e seus familiares. Não espere que os meios de comunicação de massa tenham algum compromisso com a qualidade do que chega até você. Eles são mantidos pelas propagandas e as propagandas têm compromisso com as empresas e as empresas com seus donos ou acionistas. E os acionistas tem compromisso de investir o dinheiro onde ele rende mais dinheiro e isso só é possível através de mais propaganda e aí você entra na história. Aquela megaempresa que mais investe em propaganda é a que ganha mais dinheiro. Você só pode mudar isso se reverter essa lógica. Para isso, invista seu tempo em informações de qualidade, em aprofundar-se naquilo que lhe interessa e em comprar aquilo que vai fazer alguma diferença profunda em sua vida. Compre de preferência de negócios pequenos e locais, evite as grandes empresas, cheia de acionistas vorazes por mais dinheiro. Investir no seu autodesenvolvimento é um grande passo nessa direção: busque desenvolver velhos talentos e encontrar novos, busque se aproximar de seu propósito de vida, desvende seu inconsciente e livre-se de pesos e condicionamentos, aproprie-se de sua história de vida e continue a escrevê-la com cada vez mais significado e alegria.

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*Cecília Costa é diretora do Instituto SerMente Live, terapeuta de Constelação Familiar e Sistêmica, professora universitária, facilitadora de cursos de autodesenvolvimento.  Para ver a agenda de atividades oferecidas, clique aqui.