O que há em comum entre as pessoas que mudaram o mundo?

foto de 5 pessoas que mudaram o mundo para melhor

*Por Cecília Costa

Há algum tempo tenho interesse nessa pergunta e comecei a estudar as biografias de algumas pessoas que trouxeram grandes transformações para o mundo. De uma lista inicial de 15 nomes, escolhi cinco que fossem mundialmente reconhecidos por contribuir positivamente, que representassem culturas e/ou épocas distintas da humanidade (de 470 a.C até a atualidade) e que tivessem informações biográficas confiáveis e acessíveis. As cinco pessoas escolhidas foram: Platão, Leonardo da Vinci, Mahatma Gandhi, Albert Einstein e Dalai Lama. A ideia foi comparar a biografia dos cinco, a fim de identificar os pontos comuns e perceber aqueles que devem ter contribuído para o poder de transformação que essas pessoas tiveram (e ainda têm) na história da humanidade. Antes de investigarmos as similaridades, vou trazer um breve relato de cada um e suas contribuições.

Platão nasceu na Grécia provavelmente em 427 antes de Cristo e morreu em 347 a.C., aos 80 anos. Durante sua vida, sua principal motivação foi a formação de governantes conhecedores da filosofia e, portanto, capazes de reflexões mais profundas e éticas. Após algumas tentativas fracassadas de ensinar filosofia diretamente aos governantes, fundou a Academia, uma escola de adultos, que é considerada a 1ª instituição de ensino superior do ocidente. Platão recebia de jovens a idosos, dava aulas e escrevia suas ideias, deixando várias publicações que ainda hoje são relevantes, principalmente nos campos da filosofia, ética e política.

Leonardo da Vinci nasceu em Florença, na Itália em 14/4/1452 e morreu em 2/5/1519, aos 67 anos. Durante sua vida teve interesses e talentos diversificados, deixando contribuições importantes em diversas áreas. Talvez seu talento mais conhecido seja como pintor, sendo a Monalisa e a Santa Ceia algumas de suas obras mais famosas. No entanto, despontou-se ainda como cientista (para detalhes veja livro de Fritjof Capra dedicado a este assunto), matemático, engenheiro, arquiteto, músico, escritor (inclusive de fábulas), inventor (instrumentos musicais, bombas hidráulicas, canhões, helicóptero, escafandro e vários outros), anatomista (de animais, plantas e seres humanos, produzindo diversos desenhos científicos), escultor e botânico. É sem dúvida uma das mentes mais brilhantes que a humanidade já conheceu.

Mahatma Gandhi (Mohandas Karamchand Gandhi) nasceu na Índia em 2/10/1869 e morreu assassinado em 30/1/1948, aos 78 anos de idade. Sua principal motivação foi combater o preconceito e injustiças sociais, a partir da não violência e da força da verdade. Convencido da necessidade de transformar a si próprio para ser então capaz de transformar o seu entorno, Gandhi aplicou em sua própria vida todas as coisas que pregava. Fez jejum a fim de fortalecer sua vontade e persistência, teceu suas próprias roupas e extraiu o sal que consumia como forma de não contribuir com um comércio injusto e fundou e viveu em comunidades onde se vivenciava a produção de alimentos, o cuidado com a natureza e a fraternidade entre todos.

Albert Einstein nasceu na Alemanha em 14 de março de 1879 e faleceu em 18 de abril de 1955 aos 76 anos de idade. Desde cedo se sobressaiu no estudo da matemática e da física, sendo bastante curioso e inventivo. Einstein trouxe um salto para a física, quando em 1905, com apenas 26 anos, publicou 4 artigos revolucionários: o 1º sobre a dualidade entre partícula e onda, o 2º que provava que átomos eram reais e não abstrações, o 3º provou que a velocidade da luz era constante e que o tempo tornava-se mais lento para quem se aproximava dessa velocidade e o 4º estabelecia a equivalência entre matéria e energia (E=mc2). A teoria do Big Ban e a precisão do GPS são alguns dos desdobramentos de suas ideias. Ele que era um pacifista, sofreu imensamente ao testemunhar que suas ideias foram também usadas para a produção da bomba atômica na 2ª guerra mundial.

Dalai Lama Tenzin Gyatso, cujo nome de nascimento é Lhamo Dhondup, nasceu no Tibete em 6 de julho de 1935, filho de uma família de camponeses. Desde 1959 vive em Dharamsala, na Índia, onde conseguiu asilo político após a invasão do Tibete pelos chineses, quando milhares de tibetanos tiveram que deixar seu país. Desde então tem trabalhado intensamente pela libertação do Tibete e preservação de sua cultura. No entanto, suas ações extrapolam em muito a causa tibetana, sendo que hoje o Dalai Lama é uma referência mundial de trabalho pela paz, o que foi oficialmente reconhecido em 1989, quando recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Algumas de suas ações concretas no mundo são: a) a publicação de dezenas de livros sobre ética, compaixão, meditação, educação mental, direitos humanos e da natureza, b) a participação em diálogos científicos com cientistas de todo o mundo e de diversas áreas, contribuindo para desenvolver as novas concepções científicas não materialistas, e c) visitas políticas a mais de 40 países, inspirando uma nova concepção política e democrática a partir de suas declarações e documentos políticos.

Analisando a biografia destas cinco personalidades, inclusive aspectos de sua infância e vida pessoal, encontrei 10 pontos em comum:

  1. Suas condições sociais iniciais variaram, mas nenhum deles teve uma infância com extremo de pobreza ou riqueza.
  2. Todos tiveram adultos que os apoiaram na infância, reconheceram seus talentos e buscaram as pessoas e locais propícios para seu desenvolvimento. Curiosidades: no caso do Dalai Lama, seus talentos foram percebidos ainda com 2 anos de idade (quando foi reconhecido ser a encarnação do 13º Dalai Lama, começando a ser educado para assumir a liderança política e espiritual de seu país já a partir dos 6 anos de idade). Leonardo foi o único cujos pais nunca moraram juntos, vivendo até cerca de 6 anos com sua mãe e depois com seu pai.
  3. Desde a infância, todos demonstravam grande curiosidade, interesse pelo mundo e disposição para aprender e criar, os quais persistiram até a velhice. Os cinco seguiram estudando, produzindo e escrevendo ao longo de toda a vida.
  4. Todos conseguiram atingir a 3ª idade e manter-se lúcidos (quem menos viveu foi Leonardo que morreu com 67 anos).
  5. Todos realizaram viagens para bem além dos locais de seus nascimentos, seja para complementar seus estudos, seja para difundir suas ideias.
  6. Todos chegaram a dar orientações aos governantes de seu tempo, mas sem assumir cargos políticos (com exceção do Dalai Lama que assumiu a liderança política e religiosa de seu país desde os 15 anos de idade).
  7. Todos chegaram a ser reconhecidos como figuras importantes ainda no seu tempo, o que demonstra suas habilidades em expandir suas ideias em setores diversos.
  8. Todos sacrificaram sua vida familiar. Três deles não se casaram e nem tiveram filhos (Platão, Leonardo Da Vinci e Dalai Lama) e os outros dois que tiveram filhos viveram a maior parte do tempo longe deles. Curiosidade: Tanto a 1ª esposa de Einstein quanto a esposa de Gandhi contribuíram ativamente no trabalho de seus maridos.
  9. Todos sofreram coerções e dificuldades diversas para colocar suas ideias e forma de ser no mundo, mas mesmo assim persistiram. Isso demonstra o grande valor da autoconfiança, que certamente foi construída na infância com o apoio dos adultos.
  10. Nenhum deles foi motivado por dinheiro ou poder, sendo que nenhum viveu uma vida de opulência. O poder que exerceram, e exercem ainda hoje, foi conquistado por seus conhecimentos, sabedoria e personalidade, e não por seus bens materiais.

Os pontos acima provavelmente não são requisitos obrigatórios para se empreender grandes mudanças no mundo, mas nos inspiram a perceber que aspectos são importantes de serem desenvolvidos em nós e em nossas crianças e os desafios pelos quais precisamos passar para colocar nossos talentos a serviço de um mundo melhor.

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*Cecília Costa é diretora do Instituto SerMente Livre, doutora em Ecologia, terapeuta em Constelação Familiar, pedagoga Waldorf e Aconselhadora Biográfica. Ministra palestras, cursos de autodesenvolvimento e atividades terapêuticas em várias cidades. Para ver nossa agenda de atividades, clique aqui.

Tomar a vida nas próprias mãos

mãos se desenhando Escher

Você é o autor e o leitor da história da sua própria vida. Inspire-se e realize sua grande obra!

Nosso desenvolvimento pessoal depende de tomarmos as rédeas de nossa própria vida e isso só pode ser feito se estivermos dispostos a aprender com o nosso passado, mudar o nosso presente e planejar o nosso futuro. Isso exige uma boa dose de coragem, tempo e determinação. A maioria de nós ainda responsabiliza a falta de tempo e de dinheiro para explicar o pouco cuidado consigo mesmo e as promessas, projetos e sonhos constantemente adiados.

Você realmente acredita que seu chefe, cônjuge, filhos, amigos ou família vão te dar atenção e prioridade quando você mesmo(a) se ignora? Você acredita que poderá ajudá-los quando você ainda não conseguiu ajudar a você próprio(a)? Você acha ser possível dar ao outro aquilo que você ainda não adquiriu para si mesmo? Claro que não é possível dar aquilo que não temos. O que estamos fazendo se não temos algo mas queremos dá-lo ao outro? Não temos tempo mas queremos dar nosso tempo ao outro, será que desta forma não estamos roubando o tempo do outro? Lembre-se que todo o tempo que você dá ao outro é também um tempo que o outro dá a você. Se isso é feito no automático, sem um real interesse pelo outro, é mais provável que estejamos roubando o tempo do outro.

O tempo é realmente algo muito precioso, não porque tempo seja dinheiro, mas porque tempo é vida, a sua vida e a vida do outro. E a vida é simplesmente o bem mais precioso que alguém pode ter. Talvez por comodismo e falta de motivação ela possa ser algo entediante, pesado e cansativo. Mas isso é uma escolha…, sim, é a sua escolha, ainda que você não saiba disso. Pois a vida é uma escola que te dá a oportunidade de aprender lições preciosas. A vida só te dá lições práticas e que você pode imediatamente experimentar, aplicar na própria vida. Se você acertou, parabéns, siga em frente e passe para o próximo nível! Se você errou, a vida está te dando uma excelente oportunidade de aprender, pois os erros são os melhores professores.

Vá em frente e seja autor de seu próprio livro didático, que é a história da sua própria vida! Mas lembre-se, para que esse livro seja realmente didático, para que você aprenda com ele, é preciso revisar as lições passadas, perceber onde estão os erros e acertos. E mais, é preciso planejar as próximas lições, pois o que será dos leitores se os autores não tiverem consciência, maestria e verdade naquilo que estão escrevendo?

Você é o autor e o leitor da sua própria vida e ninguém pode fazer isso por você. Inspire-se e realize sua grande obra!

Escrito por Cecília Costa, Instituto SerMente Livre

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Alimentos não convencionais: saúde, economia e sustentabilidade

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Em todo o mundo há em torno de 300 mil espécies de plantas, sendo que cerca de 10% delas (ou seja, 30.000 espécies) possuem partes comestíveis. Apesar disso, apenas 20 espécies de plantas são a base de 90% da alimentação mundial. No Brasil, o país da biodiversidade, a realidade também é essa, apesar de alguns indícios de mudança. Na última década, por exemplo, o açaí e o cupuaçu, ambos da Amazônia, ganharam status comercial em nosso país. Como podemos explicar o fato das espécies comumente usadas como alimento em nosso país ainda serem as mesmas que nossos ancestrais aprenderam a cultivar nos primórdios da agricultura? Uma das razões é que a cultura da colonização foi bastante agressiva, impondo aos povos invadidos sua cultura e visão de mundo. É bom lembrar que os colonizadores vieram de países temperados, onde as florestas eram dominadas por poucas espécies de árvores, assemelhando-se mais às nossas plantações de Pinus ou Eucalipto, espécies trazidas por eles.

Esse cenário se mantém até hoje, pois, os povos indígenas que conheciam e conhecem nossa biodiversidade foram mortos, marginalizados, confinados em reservas e até hoje não demos um lugar para eles em nossas universidades, eles que ainda hoje são os maiores conhecedores da biodiversidade brasileira e seus usos. Se hoje comemos mandioca, biscoito de polvilho, pão de queijo e tantas outras iguarias retiradas da mandioca, nós devemos isso a eles. Infelizmente, a mandioca é um caso isolado, sendo que continuamos ignorantes sobre os usos que podemos dar para as milhares de espécies de plantas que dispomos.

Um fator recente, mas que vem agravar bastante a situação de nosso empobrecimento alimentar são os transgênicos. Hoje algumas poucas corporações criam espécies transgênicas, sendo que justamente as espécies mais consumidas mundialmente são o alvo de suas pesquisas. Assim, em apenas 10 anos vimos surgir em nossas prateleiras vários alimentos com o rótulo de transgênicos. Isso porque a soja e o milho, que são a base da alimentação mundial, foram escolhidos como alvos para o desenvolvimento dos transgênicos. O trigo, o feijão e o arroz também estão indo para o mesmo caminho. Desta forma, poucas empresas detém o monopólio dos alimentos mais consumidos em todo o mundo.

Além disso, como a alimentação de todo o mundo é baseada nas mesmas espécies, no mundo inteiro a vegetação nativa é dizimada para dar lugar às monoculturas. Porém, junto com a monocultura vem também os agrotóxicos e os herbicidas, de modo que nossa alimentação, além de tornar-se pobre em diversidade e nutrientes (pois o solo se esgota com a monocultura) passa a ser contaminada com veneno, o qual também contamina nossa água.

Como resolver tamanho problema, que ameaça nossa saúde, segurança e soberania alimentar? A única saída é tratarmos de nos apropriar de nossa biodiversidade e aprendermos a usá-la em nosso favor e com responsabilidade. Não precisamos ir para a Amazônia para ter contato com ela. Nas cidades onde vivemos há praças, quintais, áreas verdes, lotes vagos e calçadas repletos de plantas que até então ignoramos ou chamamos de mato, pragas ou, na melhor das hipóteses, de jardins. Há muito mais alimentos no mundo do que possa imaginar sua vã sabedoria. Conheça os alimentos não convencionais e amplie seus horizontes e nossos ecossistemas, pois até agora eles estão encolhendo-se rapidamente.

Texto de autoria de Cecilia Costa, bióloga e doutora em Ecologia.

Quando um quer, dois se reconciliam!

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Como resolver conflitos, quando apenas uma das partes está aberta para uma solução harmoniosa? Na última década tivemos um avanço nas ferramentas para solução de conflitos, tornando-se mais comum encontrar a ajuda de profissionais especializados em facilitação de grupos, mediação e resolução de conflitos. No âmbito jurídico surgiu a justiça restaurativa, onde se usa a comunicação não violenta e outras ferramentas de mediação, que tem melhorado, significativamente, os acordos entre as partes. Até mesmo no caso de homicídios a justiça restaurativa tem tido sucesso, dando a oportunidade de que o assassino e a família da vítima possam ter um encontro humano, onde há espaço para empatia e compaixão.

No entanto, há situações em que este espaço de diálogo não é possível, seja porque há resistência de uma ou de ambas as partes, seja porque um encontro presencial já não é mais desejado ou possível (p. ex. por morte, desaparecimento, etc). Nestes casos, a constelação familiar é uma ótima alternativa. Nessa técnica terapêutica basta que uma das partes esteja aberta a encontrar a solução para o problema, sendo que os demais envolvidos são representados por uma outra pessoa (que pode ser o terapeuta ou um participante, no caso de trabalhos em grupo). Como a constelação trabalha no nível energético, o campo de informação daquele sistema é aberto e os representantes passam a acessar os reais sentimentos das partes envolvidas. Uma seção dura em torno de 1 hora, tempo suficiente para os representantes, ajudados pelo terapeuta, irem buscando através de frases, gestos e emoções um novo lugar dentro do sistema. Na maioria dos casos, a constelação termina com uma nova imagem, uma imagem que traz a solução para o problema inicial. O cliente tem então a oportunidade de mudar sua compreensão sobre a situação e, a partir disso, pode experimentar na prática o que os grandes líderes espirituais não cansam de dizer: “A mudança começa de dentro. Mude você e você mudará o mundo.”

Texto escrito por Cecília Costa, diretora do Instituto SerMente Livre.

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Constelação Familiar

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Muitas vezes assumimos inconscientemente problemas que remontam de acontecimentos em nossa família, na vivência de nossos antepassados ou provenientes de nossa infância. Isso nos causa sofrimento, culpa, amor cego, os quais influenciam profundamente os nossos sentimentos, o nosso agir e até mesmo a nossa saúde.

Através da técnica terapêutica da constelação familiar podemos trazer à luz esses emaranhamentos ocultos, mas que afetam a dinâmica de nossas vidas. Isso nos permite ampliar nossa força interior e a capacidade de entender nosso próprio comportamento, tornando possível a reconciliação conosco mesmo, com certas situações e com outros membros do nosso sistema.

Que temas podem ser trabalhados em uma constelação familiar?
– conflitos familiares, 
– conflitos entre casais; 
– dificuldade ou bloqueios para engravidar ou para manter uma gestação;
– dificuldade em lidar com perdas de parentes, pessoas queridas ou parceiros; 
– dificuldade em relacionar-se com outras pessoas; 
– problemas de saúde (transtornos psicopatológicos e alimentares, câncer, e outros); 
– dificuldade em escolher uma profissão; 
– conflitos entre sócios, funcionários e clientes; 
– problemas financeiros. 

O trabalho é feito individualmente ou em grupo. Nas constelações em grupo você pode participar assistindo e representando (não precisa de agendamento prévio) ou abrindo sua própria constelação (agendar previamente).

Para formalizar gratuitamente seu interesse e/ou pedir mais informações, clique aqui.

Para ficar atualizado dos próximos encontros, peça para entrar em nosso Grupo no Facebook: Constelação Familiar BH-Santa Luzia ou Constelação Familiar e Sistêmica – Recife.

Diversifique e inove seu cardápio

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A diversidade de alimentos que compõe a alimentação humana vem diminuindo drasticamente. Há algumas décadas atrás cerca de 30 tipos de grãos compunham a alimentação humana, mas hoje, em todo o mundo ela é baseada principalmente em 5 tipos de grãos (arroz, feijão, milho, soja, trigo). Essa drástica redução da diversidade alimentar aumenta as monoculturas, o desmatamento, o gasto de água na agricultura, o uso de agrotóxicos e o desenvolvimento de transgênicos. No Brasil, cada pessoa ingere por ano mais de 5 litros de agrotóxicos, o que compromete profundamente a nossa saúde e de nossos ecossistemas. Nossa segurança alimentar depende de encontrarmos novas fontes de alimentos, adaptadas a cada localidade de modo que cresçam sem necessidade de irrigação e de venenos. Estes alimentos existem, mas são tratados por nossa agricultura como ervas daninhas e raramente são comercializados.

A solução é inovar na alimentação, através do resgate dos hábitos alimentares não convencionais. Você pode fazer isso visitando comunidades tradicionais e adquirindo mudas e receitas, conversando com os mais velhos, pesquisando nos livros de receitas antigos e investindo em livros e cursos sobre o tema. O ideal é você ter a oportunidade de aprender a identificar e preparar estes alimentos.

Para saber mais sobre o assunto: Filme: O veneno está na mesa.

Texto escrito por Cecília Costa

Decifra-te ou eu te devoro

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A vida é cheia de paradoxos! Justamente nos dias de hoje quando temos o máximo da informação é que estamos mais alienados. Alienados de nossa comunidade, de nossos vizinhos, de nossos familiares, mas principalmente, de nós mesmos. Pense em quantas histórias de pessoas desconhecidas você já ouviu só neste ano: notícias de rádio, TV, jornais, revistas, redes sociais, novelas, contos e romances. Impossível enumerar, foram centenas de histórias. Por outro lado, quantas vezes neste ano você parou para ouvir a história da vida de seu vizinho, familiar ou amigo? Se as pessoas te reconhecem como alguém atencioso e amigável, você deve se lembrar de uma ou duas ocasiões recentes. Parabéns! Continue a reservar momentos para conversas com pessoas reais e presentes na sua vida. Mas a questão da alienação vai ainda mais longe. Você já parou para ouvir a sua história? Aquela história inédita e pessoal que é a sua própria história de vida. Quando, onde e em que circunstâncias você nasceu? Quem eram os seus pais? Como a sua história de vida foi se desenrolando? Quais os desafios? Os melhores e os piores momentos, o que você aprendeu com cada um? Quais eram os seus medos? Como você os superou? O que te torna uma pessoa mais forte e sábia? O que te embrutece e te torna indiferente? O que te dá confiança na vida e nas pessoas? O que alimenta seus medos? O que você aprendeu de mais importante nessa sua jornada até agora? O que você conseguiu mudar em você mesmo? O que ainda precisa aprimorar para tornar-se uma pessoa melhor. Qual o seu propósito de vida? Quais as suas metas e como alcançá-las? O que você quer deixar para este mundo e o que você vai levar dele? Como você quer ser lembrado?

Não deixe que a era da informação te torne um alienado de você mesmo. Saiba gerenciar o seu tempo e o seu dinheiro investindo-os em informações e atividades que realmente contribuam para decifrar o maior de todos os mistérios que é você mesmo. Nessa correria desenfreada da vida moderna, o que o tempo ou a ilusão da falta dele está a te dizer é: “Decifra-te ou eu te devorarei.”

Texto de Cecília Costa.

Qual o seu propósito de vida?

as escolhas que faço

(Por Cecília Costa)

Algumas vezes nos sentimos vazios, mesmo quando atingimos nossas metas e conquistamos o sucesso profissional e material. Antes de alcançarmos esse sucesso, podemos facilmente associar a nossa insatisfação pessoal à sua falta. Mas são muitos os exemplos dos bem-sucedidos que ainda assim estão deprimidos, ou têm pânico ou algum vício. Se você pensar um pouco certamente vai lembrar-se de algumas pessoas famosas ou mais próximas a você que se enquadram nessa situação.

No outro extremo, há pessoas extremamente humildes, com poucas posses, mas que andam de bem com a vida. Qual o segredo? Uma das razões é que estas pessoas sentem que estão no lugar certo, fazendo a coisa certa. Elas encontraram um propósito para estar ali, mesmo que as condições sejam difíceis e duras.

Encontrar um propósito para as nossas vidas nos dá força, resiliência e criatividade, pois sentimos que vale a pena passar por todas as dificuldades. Mas cada um precisa encontrar o seu próprio propósito. Cada ser humano é único e o que faz sentido para um pode não ter o menor valor para outro. Algumas pessoas encontram propósito em cuidar de sua família, outras em ajudar pessoas estranhas, outras em produzir comidas saudáveis e saborosas, outras em cuidar das plantas ou dos animais. Mas uma coisa é certa, o nosso propósito de vida é sempre no sentido de colocar os nossos dons, talentos e experiências em prol de outros seres.

E você, sente que está realizando seu propósito de vida?

Sobre o blog

Este blog nasce do interesse do Instituto SerMente Livre de se comunicar com você. Aqui queremos desenvolver e compartilhar ideias e ações sobre como cada um pode tornar-se um ser humano melhor e ajudar a co-criar um mundo mais belo, fraterno, saudável, alegre e sustentável.