Quais são as suas crenças limitantes?

 

pardal saindo da grade

Você certamente já deve ter ouvido que é você quem cria sua realidade, mas talvez isso soe para você apenas como mais um jargão sem muito sentido. Nosso poder de criar nossa realidade foi primeiro anunciado pelos místicos, mas hoje já é confirmado também pela ciência, principalmente pela física quântica. Os físicos descobriram que a localização das partículas atômicas é afetada pela presença do observador e isso obviamente teve desdobramentos também para nossa compreensão do mundo visível. O físico quântico, Amit Goswami, em seu livro “O universo auto-consciente”, demostra a partir dos princípios da física quântica (p.ex. o princípio da dualidade onda-partícula) que é apenas a partir do olhar dos seres conscientes é que a energia se transforma em partícula e cria nosso mundo visível. Ou seja, é a consciência, e não a matéria, a base de tudo que existe!

Mas por que ainda temos dificuldades de acreditar que somos responsáveis por criar nossa realidade? As principais razões para nossa descrença podem ser: 1) o fato de não vermos muitos de nossos sonhos ou desejos realizados; 2) o fato de nos sentirmos mais cômodos, menos culpados, quando colocamos as razões de nossas desventuras em fatores externos, 3) o fato de estarmos muitas vezes tão desconectados de nossa essência que não conseguimos perceber o que realmente queremos para nossas vidas. Uma ou até todas estas razões podem estar operando, de modo que pode não ser tão fácil eliminá-las.

Vamos primeiro ao fato mais concreto, você pode se perguntar: “como sou eu quem cria a minha realidade, se nada do que eu quero tem acontecido em minha vida?” Perceba que esta frase já vem carregada com negatividade e preconceitos. Na 1ª parte você duvida de seu poder de criar sua realidade e na 2ª parte você se coloca como uma vítima e, ainda pior, não reconhece as suas conquistas quando diz “nada do que quero tem acontecido…”. Ou seja, só a forma como nos expressamos já pode estar limitando a realização de nossas metas. Ciente do poder de nossas palavras – lembre-se da frase bíblica “E o verbo se fez carne” – surgiu uma nova prática terapêutica, chamada PNL ou Programação Neuro Linguística, onde aprendemos a reelaborar nossas palavras, nosso “verbo”, antes de colocá-los no mundo. Nessa perspectiva a frase acima poderia ser reelaborada assim: “como sou eu quem cria minha realidade, a cada dia conquisto alguns de meus sonhos e hoje já estou conquistando…(aqui você expressa os seus desejos), por exemplo, minha nova casa, meu novo emprego, amigos em quem posso confiar. Talvez você possa pensar que a nova frase é uma mentira que a pessoa conta a si mesma, mas não é, de fato se quisermos olhar com positividade para a vida, vamos encontrar coisas belas e importantes que conquistamos e a mais importante delas é o fato de estarmos vivos. Para que isso aconteça, perceba quantas pessoas tiveram que cuidar de você, quantos milagres diários acontecem para que você esteja vivo ao fim do dia!

Para que você comece a reprogramar sua forma de se expressar, você precisa prestar atenção no que diz e precisa conhecer suas crenças limitantes. Portanto, comece a anotar quais são suas crenças sobre o mundo, por exemplo:

“Dinheiro não traz felicidade”;

“Homens (ou mulheres) não prestam”;

“Não se pode esperar nada de ninguém”;

“Filho só traz preocupação e despesas”;

“Homem não chora”;

“A razão é melhor que a emoção”;

“Preferia ter nascido homem”;

Essas e tantas outras crenças limitam a qualidade das experiências que você pode ter na vida, limitam seu potencial, a realização de suas metas, restringem seus horizontes e faz com que seus sonhos sejam pequenos e mesquinhos.

No entanto, há algumas crenças limitantes que você ainda não pode listar, pois são crenças inconscientes, ou seja, você nem mesmo sabe que elas existem. Isso é porque elas foram implantadas em um momento muito inicial de sua vida. É como se você e elas fossem a mesma coisa, de modo que você nem pode imaginar que são crenças e, muito menos que estão operando constantemente e afetando a sua forma de interpretar o mundo e de se relacionar com as pessoas e situações. Para encontrá-las você precisa recorrer a métodos terapêuticos que acessam o inconsciente, como hipnose, psicanálise e outros. Há um método relativamente simples e rápido chamado de análise do script de Eric Berne, onde de uma forma consciente você consegue em apenas uma ou duas seções acessar essas crenças. Vale a pena investir nisso, pois você estará ampliando a sua capacidade de criar sua própria realidade.

Descubra seu propósito de vida, curso prático presencial, dias 28 e 29/4/16 das 19-22h em Belo Horizonte, MG.

Texto escrito por Cecília Costa, PhD. Diretora do Instituto SerMente Livre.

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Ciência explica porque reclamar altera negativamente o cérebro

neuronios cerebro

Ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar a reclamação de nossas vidas.

“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”

O cérebro é um órgão complexo que de alguma forma funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade de um ser humano, sempre aprendendo, sempre recriando e se regenerando. É ao mesmo tempo o produto da realidade e o criador da realidade, e a ciência está finalmente começando a entender como o cérebro cria realidade.

Autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton, examinou como as emoções negativas na forma de reclamações, tanto expressas por você mesmo ou vindas de outros, afetam o cérebro e o corpo, nos ajudando a entender por que algumas pessoas parecem não conseguir sair de um estado negativo.

Sua teoria sugere que a negatividade e a reclamação realmente alteram fisicamente a estrutura e função da mente e do corpo.

“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”, diz Parton, que é uma maneira concisa de compreender a essência da neuroplasticidade, a ciência de como o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto. Negatividade e reclamações irão reproduzir mais do mesmo, como esta teoria destaca.

Parton explica ainda:

By Curtis Neveu - Own work, CC BY-SA 3.0,
By Curtis Neveu – Own work, CC BY-SA 3.0

“O princípio é simples: em todo o seu cérebro há uma coleção de sinapses (responsáveis por transmitir as informações de uma célula para outra) separadas por espaços vazios chamados de fenda sináptica. Sempre que você tem um pensamento, uma sinapse dispara uma reação química através da fenda para outra sinapse, construindo assim uma ponte por onde um sinal elétrico pode atravessar, carregando a informação relevante do seu pensamento durante a descarga.

… toda vez que essa descarga elétrica é acionada, as sinapses se aproximam mais, a fim de diminuir a distância que a descarga elétrica precisa percorrer …. o cérebro irá refazer seus próprios circuitos, alterando-se fisicamente para facilitar que as sinapses adequadas compartilhem a reação química e, tornando mais fácil para o pensamento se propagar. “

Além disso, a compreensão deste processo inclui a ideia de que as ligações elétricas mais utilizadas pelo cérebro se tornarão mais curtas, portanto, escolhidas mais frequentemente pelo cérebro. Isto explica como a personalidade é alterada.

No entanto, como seres conscientes, temos o poder de modificar este processo, simplesmente ao nos tornarmos conscientes de como o jogo universal da dualidade atua no momento em que surgem os pensamentos. Nós temos o poder de escolher criar pensamentos conscientes de amor e harmonia, garantindo assim que o cérebro e a personalidade sejam positivamente alterados.

A empatia e o efeito em grupo

Vamos além do efeito que a reclamação tem sobre o próprio indivíduo. Esta linha de raciocínio científico se estende até a dinâmica entre duas pessoas, explicando cientificamente como a reclamação joga outras pessoas para baixo.

Os “neurônios-espelho” garantem que aprendamos com o meio ambiente, e são também os elementos bioquímicos essenciais da empatia. O cérebro relaciona-se com o que outra pessoa está expressando, e a nossa porção empática responde “experenciando” essa emoção como uma tentativa de se relacionar e compreender o drama externamente.

Assim, quando alguém derrama um caminhão de fofocas, de negatividade e drama em cima de você, você pode ter certeza que está sendo afetado bioquimicamente, diminuindo as suas chances ser feliz. A exposição a este tipo de explosão emocional realmente provoca stress. E já sabemos que o estresse mata, portanto reclamação e negatividade podem estar contribuindo seriamente para a sua morte precoce.

Parton refere-se a essa perspectiva como “a ciência da felicidade”, e este comportamento de reclamação contínua oferece um estudo propício para a ligação entre o poder do pensamento e a capacidade de controle que uma pessoa pode ter sobre a criação de sua realidade tridimensional.

“… Se você está sempre reclamando e menospreza o seu próprio poder sobre a realidade, você não pensa que tem o poder de mudar. E assim, você nunca vai mudar. “

 

Fontes:

Science Explains How Complaining is Negatively Altering Your Brain

http://www.apa.org/monitor/oct05/mirror.aspx
http://www.curiousapes.com/the-science-of-happiness-why-complaining-is-literally-killing-you/

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